Aloha! Já faz alguns uns dias que estava pra escrever sobre isso pra vocês , mas ontem chegou uma ocasião que serviu perfeitamente.
Mais cedo o Victor me passou um link da UOL Jogos falando sobre a abertura da nova novela Amor Eterno Amor, da Globo, (por sinal muito bonita), só que o site disse que eles disseram se “inspiraram” (copiaram) a entrada do jogo Zelda Skyward Sword. Para completar, ainda disseram: “UOL Jogos entrou em contato com a assessoria da Globo questionando a “inspiração” da abertura da novela mas até o momento, não obteve resposta”. Coisa de cabaço!
Obviamente é inspirado no jogo e/ou em outras coisas. O visual Skyward Sword é inspirado nas pinturas de um pintor impressionista chamado Paul Cézanne, mas não vi em canto nenhum a Nintendo sendo questionada sobre isso. Além de cabaço é hipócrita. Todo mundo é um pouco. Isso me lembrou uma frase célebre da bíblia “Vês o cisco no olho do teu irmão e não observas a trave que está no teu próprio olho?”. Raaaaaça de víboras! Enfim…
Foi aí que achei uma série muito boa chamada Everything is a Remix(em tradução livre: “Tudo é um Remix”) feita por um sujeito chamado Kirby Ferguson que, em quatro vídeos, explica mais ou menos como tudo funciona, ou melhor, como surgem as ideias. Ele simplificou o termo: “Evolução: Copiar, Transformar, Combinar”. É assim que tem funcionado a vida e a sociedade.
Ele entra em pontos interessantes (para quem é putinha de Steve Jobs, George Lucas, Tarantino e afins) sobre as cópias: “Quando copiamos, justificamos. Quando copiam de nós, abominamos”. Ele desmerece iluminadores, idealistas, pensadores que mudaram a forma de ver, entender o mundo com suas ideias ou invenções? Não, mas tira a ideia de “Eu criei isso SOZINHO”. E é assim que o mundo é.
Ele explica porque somos extremamente territorialistas, simplesmente pelo medo da perda. “As pessoas tendem a pôr um valor maior nas suas perdas do que nos seus ganhos”. Quando apontamos que tal coisa é plágio, é cópia, é como se as ideias fossem uma coisa única e original, com limites definidos onde começa e onde termina. E não é assim.
Falei demais e qual o objetivo? Tentar parar de achar que tudo é novo e quando vir algo, não valorizar aquela ideia, pois já viu algo parecido em outro lugar, talvez? Acho que é um começo. Eu me frustrava direto, quando pensava que uma coisa era genial e alguém já tinha tido aquela ideia antes, sem me dar conta que eu estava exercitando meu próprio poder de criação. Exercite o seu! =)
Para os que ficaram curiosos, o site Universal Subtitles possui todos os vídeos legendados. Confira:
Everything is a Remix – Parte 1 (legenda em português)
Everything is a Remix – Parte 2 (legenda em português)
Everything is a Remix – Parte 3 (legenda em português)
Everything is a Remix – Parte 4 (legenda em português)
Para fechar, uma música sobre isso tudo: Móveis Coloniais de Acaju – Pra Manter ou Mudar, que traduz bem como sempre pensei e me sinto a respeito disso tudo. Bom fim de semana, povo!

Perfeito. Sempre quis dizer isso, mas nunca conseguir com tanta eficiência, rsrs. Vc esqueceu de abordar um ponto muito importante nos dias de hoje também: a “historia do Google” de conteúdo original.