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CatCoins, o Bitcoin usado para o bem dos gatinhos

por Victor Vasques

Na semana passada (20/10), escrevi no InovaSocial um texto sobre a importância social dos Bitcoins e o case de moeda digital na Somalilândia, na África subsaariana. Quem quiser ler mais, o texto está no link “Bitcoin e o case Somalilândia: Como será o nosso futuro com moeda virtual?“. Pois bem, nesta semana acabei conhecendo o “CatCoins”, ação idealizada pelo Huia, estúdio de produtos digitais que integra o NonConformity Group, em parceria com a ONG paulistana Adote um Gatinho. Trata-se de uma ação inovadora que pretende propor uma nova forma de buscar recursos para instituições do terceiro setor, aliando engajamento e tecnologia. O objetivo é fazer com que os simpatizantes da causa de defesa dos animais – e amantes dos gatos – ajudem a ONG a angariar fundos através do acúmulo de moedas digitais, colocando seus computadores para minerar essas moedas.

Para participar da iniciativa, basta acessar o site www.catcoins.com.br e clicar no botão “Minerar agora”. A partir daí, surgirá na tela uma janela em que será possível acompanhar o valor de moedas mineiradas, que a todo momento é atualizado. A ideia é que essa aba seja minimizada e que o processo aconteça enquanto o usuário trabalha em sua máquina – ou durante o período em que ele não estiver mais online, aproveitando a capacidade de processamento ociosa do computador.

Todas as moedas digitais serão computadas em uma conta destinada à Adote um Gatinho, que receberá o valor arrecadado, convertido em reais, periodicamente. Além disso, ao acessar o site, o usuário que tiver interesse também poderá doar diretamente para a ONG, em bitcoins.

É a primeira vez que uma ação de arrecadação de fundos para uma causa no Brasil inclui mineração de moedas digitais. A inspiração surgiu de uma ação feita pelo PirateBay, conhecido site internacional de torrents, que gerou grande polêmica. O site estava usando os acessos a página para, automaticamente, minerar moedas digitais para si. O detalhe é que os usuários não foram avisados. A justificativa para a polêmica iniciativa é que este foi apenas um teste na busca de alternativas de monetização e que fugissem dos já conhecidos banners. A ação foi muito mal recebida pelo público, que sentiu-se enganado (é claro!), visto que o consumo de processamento do computador aumenta consideravelmente.

“Pensamos em fazer justamente o contrário e pedir de forma transparente que as pessoas ajudassem a minerar moedas digitais para uma causa do bem. Porque não usar a memória ociosa dos computadores das pessoas para arrecadar recursos para uma ONG que faz um trabalho sério como a Adote um Gatinho? Foi a partir disso que surgiu a CatCoins”, conta Alessandro Cauduro, CEO do Huia e apaixonado por tecnologia e gatos.

Susan Yamamoto, fundadora da Adote um Gatinho mostra que está bastante animada com a iniciativa. “Achei a ideia muito bacana pelo seu caráter inovador. Será uma boa forma de divulgar nossa causa e o trabalho que fazemos na ONG. Além disso, todo tipo de arrecadação é importante para nós, que vivemos basicamente de doações”, diz. Quando perguntado sobre a expectativa de arrecadação, Cauduro afirma que, por conta da novidade da ação, ainda é muito cedo para se pensar em valores. “É experimental e vai depender do número de pessoas que adotem a causa. Mas como é fácil de participar – basta clicar no botão –, tem potencial para conquistar muita gente e se transformar em algo bastante relevante”, afirma o CEO da Huia. A plataforma CatCoins está no ar e a campanha não tem data pra acabar.


Victor Vasques é designer, editor chefe do Com limão e sócio proprietário da Citrus Consultoria. Como gestor de marcas e criativo, já atuou com grandes marcas, como Discovery, UOL, iG, Globo.com e VEJA.

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