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title: "Diesel, Stranger Things e Sea Prayer: Quando o VR faz sentido"
url: "https://comlimao.com/design/diesel-brave-stranger-things-e-sea-prayer-quando-o-vr-faz-sentido/"
author: "Victor Vasques"
date_published: "2017-10-13T15:48:57-03:00"
date_modified: "2017-10-13T15:49:30-03:00"
categories: ["Design"]
tags: ["360", "Brand Experience", "Experiência", "Netflix", "VR"]
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# Diesel, Stranger Things e Sea Prayer: Quando o VR faz sentido

No começo do mês, mais precisamente nos dias 3 e 4 de outubro, participei do MaxiMídia, evento que promove integração entre agências, anunciantes e veículos. Em uma das palestras, “Veículos: Os desafios e oportunidades do futuro que já chegou”, o presidente executivo do Grupo Abril falou uma coisa interessante sobre os algoritmos usados nas redes sociais. “Eles (algoritmos) devem ser usados com ponderação”. As palavras de [Walter Longo](http://www.maximidia.com.br/palestrantes/2017/walter-longo/) merecem uma reflexão mais aprofundada, por isso vou deixar para um outro texto, mas essa “ponderação” da tecnologia também serve para o texto de hoje.

Algum tempo atrás, quando o VR virou moda, todas as marcas queriam algo produzido com a tecnologia. Chegamos ao ponto de ver montadora de carro usando VR para te colocar “dentro” do carro. Amigo, isso se chama test drive e dá para fazer na vida real! Mas tudo bem, isso é normal de acontecer. Basta olharmos para o Facebook… A rede social do tio Zuckerberg é uma das tecnologias mais usadas sem ponderação. “Não sei porquê, mas eu quero uma fanpage no Facebook. A minha marca precisa!”. São as modas do marketing. Se está todo mundo fazendo, então a minha marca precisa. Por causa do efeito manada que algumas marcas desperdiçam dinheiro.

Mas o que acontece quando a ação é bem pensada para a marca? Quando o conceito e tecnologia fazem sentido juntos… O case do Diesel Brave é um belo exemplo. Lançado no começo do ano, a fragrância da marca italiana remetia a coragem, bravura. Em colaboração com as agências 84.Paris e Backlight Studio, a marca colocou os consumidores para testar a sua coragem no alto de um arranha-céu em VR. O resultado, além do buzz, foi um aumento de 120% nas vendas.

Outro exemplo interessante (e bem aplicado) é a experiência 360º da série Stranger Things. Ao contrário da ação da Diesel, o vídeo do Netflix pode ser vivenciado no conforto de casa, mas também testa a coragem dos consumidores. Aliás, o VR funciona bem quando você trabalha com emoções profundas como o medo, do contrário, é apenas uma imagem que gira 360º.

Abaixo você confere a reação dos atores de Strange Things e a experiência em realidade virtual. Confesso que fiquei com medo até mesmo sem o meu [cardboard](https://vr.google.com/cardboard/).

Para encerrarmos nosso texto de hoje, um exemplo de experiência 360º que não é publicidade, mas funciona muito bem porque conta uma história. Novamente… mexendo com as emoções. O vídeo Sea Prayer é um trabalho de animação do romancista Khaled Hosseini, autor do “O Caçador de Pipas”, que conta a história do menino sírio encontrado morto em uma praia da Grécia.
