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title: "Ethereum, Bitcoin e as criptos: Qual o futuro do dinheiro?"
url: "https://comlimao.com/futuro/ethereum-bitcoin-criptos-futuro-dinheiro/"
author: "Victor Vasques"
date_published: "2021-04-06T16:43:43-03:00"
date_modified: "2022-05-22T19:54:48-03:00"
categories: ["1Bitcoin", "Futuro"]
tags: ["Bitcoin", "Criptomoedas", "Destaques", "Dinheiro", "Ethereum", "Futuro", "Tendências"]
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# Ethereum, Bitcoin e as criptos: Qual o futuro do dinheiro?

Nos últimos meses entrei na onda das criptomoedas. Já venho acompanhando o cenário há muito tempo, mas sempre tive receio de uma bolha e, como investidor, sempre fui muito conservador. Pensar que 1 [Bitcoin](https://comlimao.com/?s=bitcoin) vale R$ 325 mil ainda é algo muito surreal para mim. De qualquer forma, entrei para experimentar a onda dos NFTs (tokens não fungíveis) e comprei Ether (ETH), o blockchain da Ethereum.

Um pouco diferente do Bitcoin, o Ether tem sido utilizado em games, NFTs e serviços financeiros descentralizados. Além disso, sua cotação está longe dos R$ 325 mil, apesar de já atingir mais de R$ 10 mil, e isso acaba facilitando a compra. Afinal, nem todo mundo é milionário. A questão é que, desde o dia 31 de março, o Ether vem valorizando em um ritmo acelerado e isso fez com que, na última segunda-feira (05), as criptomoedas atingissem mais de US$ 2 trilhões em valor de mercado. Ou seja, a bolha não estourou e parece estar longe disso acontecer.

## O potencial da Ether é maior do que o Bitcoin?

Apesar do Bitcoin ser a maior e representar mais de 50% de toda a capitalização de mercado das criptomoedas, ele se tornou muito cara antes mesmo de entrar no *mainstream*, ou seja, no entendimento do público geral. Por isso, é muito difícil criar soluções baseadas na moeda. É aí que entram as* alt coins*, ou moedas alternativas. O Ether talvez seja a maior delas, mas existe uma infinidade.

O potencial do Ether é que, enquanto o Bitcoin entrou desbravando o mercado, o blockchain da Ethereum veio logo atrás. Não tão perto para ter que “arrancar o mato” do mercado virgem, mas não tão longe para encontrar um terreno já ocupado. Além disso, a moeda virou a queridinha dos tokens não fungíveis. E o que aconteceu com os NFTs recentemente? Mídia e mais mídia. Blogs explicando o que são NFTs, matéria nos principais jornais e todo mundo querendo saber como vender algo de *tokenizado*.

**Leia também:** [Robôs e futuro – Parte 1: Afinal, a tecnologia já enterrou o trabalho?](https://comlimao.com/2020/06/01/robos-parte-1-tecnologia-enterrou-trabalho/)

Oras, além de acertar o timing, ainda ganhou milhares em mídia gratuita indiretamente.  Além disso, o Ether é visto como uma solução essencial para os chamados aplicativos de finanças descentralizadas ([DeFi](https://www.moneytimes.com.br/o-crescimento-acelerado-do-setor-de-financas-descentralizadas-defi/)). É uma junção de fatores que devem impulsionar cada vez mais este blockchain.

Isso quer dizer que o Bitcoin é a criptomoeda do passado? Longe disso, ela só é a criptomoeda de quem realmente tem dinheiro. Em março, o banco Morgan Stanley se tornou o primeiro banco dos EUA a oferecer gestão de fortunas com acesso a fundos Bitcoin. Soma a este fato a Goldman Sachs também ter anunciado soluções de investimentos em criptomoedas para gestão de fortunas privadas.

## 2021: Ano das criptomoedas

No passado, o setor de criptomoedas era percebido na Califórnia e na Ásia como um brinquedo de nerds. Isso mudou radicalmente em 2017, quando a Securities and Exchange Commission (SEC), equivalente americana à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil, definiu que a emissão de moeda teria que ser regulamentada, ou seria fraude. Essa regulamentação ajudou a trazer de volta os investidores que tinham entrado no início, incluindo os fundos de endowments de universidades americanas e grandes companhias, além dos bancos e demais empresas do setor financeiro. “O Fidelity, gigante do varejo americano, dá mostras dessa confiança: acaba de  entrar na SEC com um novo fundo negociado em bolsa Bitcoin”, lembra David Lawant, pesquisador junto ao Bitwise Asset Management.

Quando a internet surgiu, muitos não acreditavam na eficiência desse veículo, lembrou Alex Nascimento, professor de Blockchain na Universidade da Califórnia em Los Angeles – UCLA, durante o painel “**A ascensão das criptomoedas no mercado financeiro**” (*veja abaixo*), discussão que foi parte do evento “The Future of Money”, realizado pela Revista Exame. “A bolha que afetou as empresas ponto-com no início dos anos 2000 não acabou com a internet.” Para ele, o segmento das criptomoedas também terá ajustes e eles estão ocorrendo, ideia compartilhada por André Portilho, responsável pela área de ativos digitais no banco BTG Pactual.

Para o setor, as perspectivas são positivas; as regulamentações estão sendo feitas, a tecnologia está avançando e as empresas estão se posicionando no uso de criptomoedas para operações de compras e pagamentos. Movimentos como o do PayPal, que recentemente liberou seus usuários para fazer compras com criptomoedas, a Tesla aceitando bitcoins como meio de pagamentos por seus carros elétricos, mostram que as mudanças de paradigma estão ocorrendo.
