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title: "&#8220;A IA é o maremoto. E a gente esquece que depois dele, vêm os tsunamis.&#8221;"
url: "https://comlimao.com/futuro/ia-para-todos-tsunamis-educacao/"
author: "Victor Vasques"
date_published: "2025-10-15T23:24:52-03:00"
date_modified: "2025-10-15T23:24:53-03:00"
categories: ["Futuro"]
tags: ["Educação", "Inovação", "Inteligência Artificial", "ODS 4", "ODS 9", "StartSe"]
description: "StartSe quer preparar o Brasil para a era da IA com educação acessível e ética. Conheça o programa IA para Todos e outras ações."
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# &#8220;A IA é o maremoto. E a gente esquece que depois dele, vêm os tsunamis.&#8221;

> StartSe quer preparar o Brasil para a era da IA com educação acessível e ética. Conheça o programa IA para Todos e outras ações.

**O que você vai descobrir a seguir:**

- Por que a StartSe vê a IA como uma revolução que exige um novo modelo educacional.

- Como o programa “IA para Todos” pretende democratizar o acesso ao conhecimento.

- Quais são as habilidades essenciais para profissionais que querem manter sua relevância

Em um mundo onde a Inteligência Artificial deixou de ser promessa e virou maré alta, Junior Borneli, CEO da StartSe, não mede palavras: “Estamos formando datilógrafos para um mundo de IA”. A metáfora, ainda que impactante, é dolorosamente precisa. E serve de alerta para quem ainda insiste em modelos educacionais de um tempo que não volta mais.

Conversei com Borneli durante o StartSe AI Festival, que compartilhou a missão urgente da StartSe: preparar o Brasil para a nova era digital. Do chão da escola até o topo da liderança empresarial, ninguém deve — nem pode — ser deixado para trás, nas palavras do executivo. “A IA é o maremoto. E a gente esquece que depois dele, vêm os tsunamis.” O recado é direto: quem não se adaptar, vai afundar.

Existem 2 bilhões de pessoas que nasceram depois da criação do iPhone. Então, se a gente repetir os mesmos métodos do passado, seja para educação, seja para formação, seja para produção de conteúdo; a gente vai estar falando para uma audiência cada vez menor.

Junior Borneli, CEO e fundador da StartSe

Borneli contou que a StartSe, uma escola de negócios nascida com os olhos voltados para o futuro, entende que relevância virou moeda de sobrevivência. Profissionais que não abraçarem a tecnologia, como o designer que insiste em ignorar as ferramentas mais recentes, correm sério risco de se tornarem obsoletos. Mas ainda há esperança…

Uma dessas ondas atende pelo nome de “[IA para Todos](https://lp.startse.com/ia-para-todos/)”. Anunciado nesta quarta-feira (15), o programa que, como o próprio nome já entrega, busca democratizar o acesso ao letramento digital. Gratuito e acessível, o projeto já qualificou mais de 300 mil pessoas. Borneli brinca: “nosso curso é dos 8 aos 108 anos”. Ele completa, “a gente precisa mudar não só a maneira como a gente educa, não só a maneira como a gente se comunica, como a gente produz conteúdo para que a gente consiga acessar de maneira correta essas pessoas”.

**Leia também:** [IA verde e soberana: Como o Brasil pode liderar o futuro da tecnologia](https://comlimao.com/futuro/ia-verde-soberana-brasil-liderar-futuro-tecnologia/)

Com apoio de empresas como IBM, Boticário, entre outros, o programa caminha para atingir a marca de 1 milhão de beneficiados, com ações voltadas a públicos específicos, como mulheres empreendedoras.

Outro destaque é o AI Journey, um mergulho de 24 sessões com mentores internacionais vindos de centros de inovação como Vale do Silício e China. Uma jornada desenhada para quem entende que capacitação contínua é a única rota segura numa era em que máquinas já tomam decisões em frações de segundo.

Mas o que fazer, afinal, quando tudo muda tão rápido? Borneli aposta nas chamadas *Hybrid Skills. *Habilidades híbridas que unem o melhor do ser humano e da máquina. A primeira delas é a **análise crítica**. Saber discernir quando a decisão cabe ao algoritmo — e quando ela deve, obrigatoriamente, ser humana. A segunda é **ética**. Porque, como ele bem destaca, IA não pode ser usada para demitir pessoas em massa, mas sim para empoderá-las.

Para mim existem duas *[competências]* que são as principais. A primeira delas é não delegar pra máquina o que é do humano. Ou seja, tomada de decisão é coisa de humano. A máquina nos ajuda a ter os melhores insumos para tomar as decisões. Desenvolver a nossa capacidade de análise crítica e tomada de decisão é fundamental. E do outro lado, extremo, ética e responsabilidade. O objetivo não é trocar pessoas por tecnologia. Substituição de humanos por pessoas é uma consequência de uma revisão de processos, se for necessário

Junior Borneli, CEO e fundador da StartSe, sobre as principais competências do futuro

Já o evento, que acontece em São Paulo, a proposta é que possa traduzir a IA para uma linguagem menos técnica e mais festiva. Reunindo líderes empresariais em oficinas práticas e plenárias disputadas, o evento busca despertar a consciência tecnológica no Brasil corporativo. O sucesso do primeiro dia foi tão grande que muitos saíram de lá com uma certeza: o futuro não é mais sobre aprender uma nova ferramenta, é sobre aprender a viver com ela.

No fim das contas, talvez o maior ensinamento da StartSe seja este: a revolução já começou. E ela é digital, ética, inclusiva — e, acima de tudo, urgente.
