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ASUS Vivobook S14 chega apostando na liberdade de trabalhar longe da tomada

Conheça o ASUS Vivobook S14 com Snapdragon X e entenda autonomia, recursos de IA e limites para o trabalho criativo.

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Com Snapdragon X, inteligência artificial integrada e promessa de até 30 horas de bateria, o Vivobook S14, novo notebook da ASUS, coloca mobilidade e eficiência no centro da experiência de uso. Acompanhamos o lançamento na última quinta-feira (22) e, em conversa com o Com limão, Helio Oyama, Diretor de Gestão de Produtos e Desenvolvimento de Negócios da Qualcomm no Brasil, explicou o que o modelo com chip Snapdragon representa para profissionais criativos.

Depois da pandemia, trabalhar remoto virou algo comu. Seja em um café (na Califórnia isso fez com que os estabelecimentos limitassem o tempo na mesa), estudar em um parque ou passar o dia entre reuniões sem procurar uma tomada são situações comuns que ajudam a explicar uma mudança importante na maneira como os computadores pessoais estão sendo pensados. Mais do que oferecer potência, os novos notebooks precisam acompanhar uma rotina que já não acontece em um único lugar.

É nessa direção que a ASUS apresentou o Vivobook S14 ao mercado brasileiro. Equipado com processador Snapdragon X, da Qualcomm, o notebook combina construção metálica, recursos de inteligência artificial e uma proposta centrada na autonomia.

O lançamento reforça um movimento da indústria; desenvolver computadores que consumam menos energia, realizem mais tarefas diretamente no dispositivo e ofereçam uma experiência consistente, independentemente de estarem conectados à tomada.

O que muda com o Snapdragon X?

Parte importante dessa proposta está no processador. O Vivobook S14 utiliza o Snapdragon X, plataforma da Qualcomm baseada na arquitetura ARM, que já ganhou espaço em smartphones e agora amplia sua presença nos computadores com Windows.

O chip reúne oito núcleos de processamento, com frequência de até 2,97 GHz, e uma unidade dedicada à inteligência artificial, conhecida como NPU – Neural Processing Unit, capaz de alcançar 45 TOPS (medida que representa trilhões de operações por segundo).

Na prática, essa capacidade permite executar determinadas tarefas de IA localmente, reduzindo a necessidade de recorrer constantemente a servidores externos.

Durante a apresentação, as marcas destacaram recursos da plataforma relacionados à experiência multimídia, segurança e conectividade. Entre eles estão melhorias no processamento de áudio, recursos avançados para câmeras, proteção de informações e integração entre dispositivos.

A proposta é que essas capacidades funcionem em conjunto para oferecer uma experiência mais fluida.

O Vivobook S14 também faz parte da categoria Copilot+ PC, da Microsoft, que reúne computadores preparados para executar funções de inteligência artificial integradas ao Windows.

Mas uma questão importante permanece: como essa combinação funciona quando o assunto é trabalho criativo?

Um notebook como esse aguenta o trabalho de um designer?

Essa foi uma das perguntas que fizemos a Hélio Oyama durante o evento. A questão parte de uma necessidade bastante conhecida entre profissionais de design: encontrar um computador que seja leve, portátil e tenha boa autonomia, mas que também consiga lidar com aplicações exigentes.

Com a inteligência artificial cada vez mais integrada a ferramentas de criação, como as desenvolvidas pela Adobe, o processamento se tornou uma preocupação adicional. Segundo Oyama, a resposta depende principalmente do perfil do profissional e das aplicações utilizadas. “Para cada segmento de mercado, nós temos um processador adequado”, explicou.

O executivo posiciona o Snapdragon X apresentado em uma faixa de desempenho comparável à de um Intel Core Ultra 5, chegando, segundo sua avaliação, a um nível ligeiramente superior em determinadas condições. Ele ressalta, entretanto, que a escolha precisa considerar as exigências específicas de cada usuário.

Na avaliação de Oyama, profissionais já acostumados com essa categoria de processamento tendem a encontrar uma experiência compatível com suas necessidades. Ainda assim, recomenda a realização de testes com os aplicativos utilizados diariamente, como forma de verificar se o equipamento atende às expectativas.

No entanto, há uma observação é especialmente importante para designers, profissionais de audiovisual e criadores de conteúdo. A arquitetura ARM vem ganhando suporte de ferramentas criativas.

O Photoshop, por exemplo, já possui versão nativa para Windows ARM, enquanto aplicações como Premiere e After Effects também passaram a oferecer suporte nativo. O InDesign, por sua vez, ainda está avançando nesse processo por meio de versões beta. Se você é adepto do Affinity e as ferramentas Canva, com certeza se dará super bem.

Leia também: 5 dicas para migrar: O novo Affinity é o respiro que faltava para os designers

Isso significa que a compatibilidade precisa ser analisada individualmente, considerando aplicativos, versões, extensões e requisitos de hardware.

Outro ponto importante está na configuração do próprio notebook. As opções brasileiras oferecem até 16 GB de memória RAM, capacidade suficiente para diversas atividades de criação, mas que pode representar uma limitação em trabalhos mais complexos, especialmente com arquivos volumosos ou múltiplas aplicações exigentes em execução.

Além disso, a tela da versão brasileira, com cobertura de 45% do padrão NTSC, não é direcionada a atividades profissionais que exigem elevada precisão de cores.

O Vivobook S14, portanto, parece mais alinhado a fluxos de produtividade, criação cotidiana e mobilidade do que à substituição indiscriminada de estações de trabalho de alto desempenho.

A NPU melhora apenas a inteligência artificial ou o computador inteiro?

A segunda pergunta do Com limão procurou entender uma característica central dos novos processadores: a presença de um componente dedicado à inteligência artificial realmente melhora o desempenho geral do computador ou seus benefícios ficam restritos às aplicações de IA?

A resposta de Oyama ajuda a compreender a lógica dessa arquitetura. Segundo o executivo, a principal função da NPU é realizar tarefas de inferência de inteligência artificial diretamente no computador. Entretanto, a existência de um componente dedicado também pode trazer benefícios indiretos para o sistema.

Isso acontece porque processadores convencionais precisam distribuir diferentes tarefas entre CPU e GPU. Quando determinadas operações de IA passam a ser executadas por uma NPU, esses componentes ficam disponíveis para outras atividades.

Em outras palavras, a inteligência artificial deixa de competir por parte dos mesmos recursos utilizados pelo restante do sistema. Para explicar esse funcionamento, Oyama recorreu a uma comparação:

Uma chave inglesa pode ser ajustada para trabalhar com parafusos de diferentes tamanhos, enquanto uma chave convencional de tamanho específico foi desenvolvida para executar determinada tarefa com maior precisão e eficiência. O mesmo raciocínio pode ser aplicado ao processamento. É possível realizar uma operação matemática simples em uma planilha complexa, mas uma calculadora foi projetada especificamente para executar esse tipo de tarefa. Da mesma forma, a CPU é um componente de uso geral, enquanto a NPU é especializada em determinados cálculos utilizados por sistemas de inteligência artificial.

“Você tem uma NPU para inteligência artificial, a CPU vai continuar trabalhando para desempenhar o que tem que fazer”, explicou Oyama. O executivo resume que essa divisão de responsabilidades proporciona, no conjunto, uma experiência melhor para o usuário.

Isso não significa que a NPU acelere automaticamente qualquer aplicativo ou substitua o trabalho da placa gráfica. Seu benefício depende de as aplicações utilizarem efetivamente esse processamento dedicado.

A ideia, entretanto, aponta para uma transformação importante: em vez de concentrar todas as demandas em poucos componentes, os computadores passam a distribuir tarefas entre unidades especializadas.

A autonomia como parte do design

Embora a inteligência artificial tenha ocupado boa parte das apresentações recentes da indústria, um dos principais argumentos do Vivobook S14 é algo bastante concreto para o dia a dia; a duração da bateria.

A ASUS anuncia autonomia de até 30 horas, combinando uma bateria de 50 Wh com a eficiência energética do Snapdragon X.

O número precisa ser contextualizado. A estimativa foi obtida em testes de reprodução de vídeo, realizados em condições controladas e com uma configuração equipada com tela OLED. No uso cotidiano, com conexão à internet, múltiplos aplicativos e videochamadas, a duração pode ser diferente.

Durante a conversa, Oyama reforçou que a autonomia continua sendo um dos principais desafios da indústria de computadores móveis. Para ele, um notebook precisa oferecer tanto desempenho quanto liberdade de utilização. Não basta ser portátil fisicamente se o usuário continua dependendo de uma tomada para realizar suas atividades.

Nesse sentido, a arquitetura ARM ganha relevância pela busca de eficiência energética. Essa abordagem também está presente nas escolhas de construção do equipamento.

Com 1,28 kg, o Vivobook S14 possui estrutura metálica, perfil compacto e tela de 14 polegadas no formato 16:10. Essa proporção oferece mais espaço vertical para visualizar documentos, navegar por páginas e trabalhar com diferentes conteúdos.

A versão apresentada para o Brasil utiliza uma tela LCD de nível IPS, com resolução de 1920 × 1200 pixels e acabamento antirreflexo (este último item é algo bem interessante). Outro aspecto interessante é a manutenção de conexões físicas. O modelo reúne duas portas USB-C, duas USB-A, saída HDMI e conexão de áudio de 3,5 mm, além de Wi-Fi 6E.

Em um mercado que frequentemente associa design minimalista à redução de portas, a decisão demonstra uma preocupação mais prática com a experiência do usuário, não depender de adaptadores para conectar acessórios cotidianos.

Um notebook para uma rotina cada vez mais híbrida

O Vivobook S14 faz parte de uma família que a ASUS organiza em diferentes propostas de uso.

Enquanto o Vivobook Go ocupa uma posição mais acessível, a linha Vivobook tradicional procura equilibrar desempenho e versatilidade. Já os modelos Vivobook S dão maior atenção à mobilidade, à autonomia e aos acabamentos.

Essa organização responde a uma transformação no perfil de quem utiliza computadores. A mesma pessoa pode estudar, trabalhar, participar de reuniões, consumir conteúdo e produzir materiais digitais ao longo do dia, muitas vezes alternando entre diferentes ambientes.

Nesse cenário, o computador precisa funcionar como uma ferramenta que se adapta ao contexto, e não como um equipamento que exige condições específicas para ser utilizado.

A apresentação da Qualcomm também evidencia que a evolução dos computadores não acontece exclusivamente pela ampliação da força bruta de processamento.

A distribuição inteligente das tarefas, a eficiência energética e a integração entre componentes passam a ter um papel cada vez maior no desenvolvimento desses produtos.

Para quem trabalha com criação, essa evolução é particularmente interessante. Afinal, nem todo trabalho criativo exige desempenho máximo o tempo inteiro, mas praticamente todos os profissionais se beneficiam de uma experiência responsiva, confiável e que acompanhe seus deslocamentos.

Preço e disponibilidade no Brasil

O ASUS Vivobook S14 chega ao mercado brasileiro em duas configurações anunciadas no lançamento:

  • 8 GB de RAM e SSD de 256 GB: a partir de R$ 6.999.
  • 16 GB de RAM e SSD de 512 GB: a partir de R$ 8.999.

Os modelos foram anunciados para comercialização inicialmente pela loja oficial da ASUS, com Windows 11 e recursos da plataforma Copilot+ PC.

A versão com 16 GB tende a oferecer mais espaço para multitarefa, especialmente considerando que a memória LPDDR5X do notebook é integrada à placa e não permite expansão.

Mais liberdade, menos interrupções

A chegada do Vivobook S14 ao Brasil não representa apenas a ampliação do catálogo da ASUS. Ela também ajuda a mostrar como fabricantes de hardware estão reorganizando suas prioridades.

Durante muito tempo, a evolução dos notebooks foi comunicada principalmente por números: mais velocidade, mais memória, processadores mais potentes e telas com resoluções cada vez maiores.

Essas características continuam importantes, mas passaram a dividir espaço com questões diretamente relacionadas à experiência de uso.

Quanto tempo um computador consegue funcionar sem carregar? Como a inteligência artificial pode reduzir tarefas repetitivas? O que significa ter desempenho consistente fora da tomada? E de que maneira o hardware pode interferir menos na rotina de quem trabalha?

As explicações de Hélio Oyama também deixam evidente que não existe uma única resposta para todos os perfis de usuários.

Para profissionais criativos, principalmente aqueles que dependem de ferramentas exigentes, a escolha de um equipamento continua passando pela avaliação de desempenho, compatibilidade e características específicas de cada projeto.

Ao mesmo tempo, a possibilidade de distribuir tarefas entre componentes especializados e ampliar a autonomia dos dispositivos aponta para uma experiência de computação progressivamente mais flexível.

Mais do que a promessa de uma bateria duradoura ou de novas funções inteligentes, o lançamento aponta para uma ideia que deveria estar no centro de qualquer projeto de design: a melhor tecnologia é aquela que amplia nossas possibilidades sem exigir atenção constante para si mesma.



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