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Van Gogh Museum: A simplicidade e lógica de uma identidade visual

Estúdio holandês reformula logo e identidade visual do Van Gogh Museum inspirado nas obras do artista

Ele foi um fracassado para a sua época. Entre todos os valores importantes para o período que viveu, conseguiu se abster de quase tudo. Não constitui uma família, tinha dificuldade no contato social e vivia quase como um mendigo.

Além de todos os problemas já intrínsecos no “quase personagem” que era, conseguiu ainda adicionar tempero a sua história: Cortou uma orelha, entrou em uma espiral rumo a uma doença mental profunda e, por fim, cometeu suicídio.

O sucesso? Póstumo e quase quinze anos após sua morte. Este foi Vincent Van Gogh.

Uma história e tanto para aquele que é considerado um dos maiores pintores de todos os tempos. Que morreu na margem da sociedade e hoje tem seu próprio museu na capital do seu país de origem.

Aliás, esta foi apenas a introdução. O grande foco do nosso bate papo de hoje é a identidade visual do Van Gogh Museum.

Aberto em 1973, o Van Gogh Museum fica na capital Amsterdã e reúne mais de 200 pinturas e cartas do artista holandês. Além disso, o espaço recebe mais de 1,5 milhões de pessoas por ano, o que o transformou no vigésimo terceiro museu mais visitado do mundo (segundo a The Art Newspaper).

Em resumo, um museu desta importância não poderia ficar com uma identidade visual – em uma analogia infame – parecida com Van Gogh no fim da carreira. Por isso ficou a cargo da Koeweiden Postma a árdua tarefa de remodelar a marca.

Agora, prestem atenção designers, como podemos criar uma identidade visual consistente, simples e que representa – muito bem – a essência do cliente.

Basta pensar um pouco! Se Van Gogh é um dos maiores pintores da história, por que criar um desenho que represente o artista? A solução mais lógica é usar o próprio desenho dele. No entanto, transformar os quadros do pintor em identidade visual seria o mesmo que criar manchas na redução.

Por isso os designers do estúdio holandês se basearam nas pinceladas das obras do artista, principalmente do quadro “O Ceifeiro”, para criar uma textura que pudesse ser replicada de forma homogênea e em diversas cores.

Definido a paleta de cores e o símbolo. A tipografia simples, arredondada e fina, acompanha o estilo da textura, criando um conjunto visual fantástico. Daí para as aplicações, foi mais fácil que pendurar um quadro. Confira abaixo:

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