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Xenoblade Chronicles: Clássico, mas só fora das Américas

Lançado no Japão e com previsão para Europa, Xenoblade Chronicles não chegará nas Américas

Com a colaboração de Ivan Negri

Um “J-RPG” (japanese role playing game) das antigas para os tempos atuais. É isso que muitos dos fãs de jogos clássicos e inesquecíveis como Final Fantasy VII e Xenogears desejam, mas a nova geração de desenvolvedores deixa a desejar.

A Square Enix não é mais a maravilha da época em que era apenas a Squaresoft. Prova disso são os inúmeros RPGs medíocres da nova geração, como Infinite Undiscovery, Star Ocean: the Last Hope, ou a grande decepção da geração PS3/Xbox 360: Final Fantasy XIII, também conhecido como “o grande corredor”, na qual as cidades e o grande mundo aberto e cheio de detalhes foram substituídos por uma linha reta, um “corredor” extremamente limitado, onde o player raramente pode sair do “trilho” (dizem que há um mundo aberto no último capítulo, mas este que vos escreve desistiu do jogo após 25 horas seguindo uma trilha com inimigos e utilizar apenas dois botões do controle).

Sempre fui um grande fã de “J-RPGs”, mas esta geração trouxe RPGs ocidentais infinitamente superiores, como Fallout 3, Mass Effect, Dragon Age e o recente Deus Ex: Human Revolution. O que fazer com seu PS3/Xbox 360, se você é um fã de “J-RPGs”? Existem algumas opções por aí, mas nenhuma tão glamorosas quanta aquelas dos tempos áureos da Squaresoft.

É diante desse quadro que um videogame quase sem lançamentos nesta categoria surpreendeu. Aqueles que estavam com seus Wii’s  encostados, só não colocados no fundo do armário por estar esperando a Nintendo lançar Zelda: Skyward Sword, tiveram uma surpresa agradável.

Falo de um jogo chamado Xenoblade Chronicles, até então lançado só no Japão. Um ano após seu lançamento no Japão, finalmente a Nintendo of Europe resolveu traduzir o jogo, dublando os personagens com um interessante sotaque britânico, mas mantendo a possibilidade de manter as vozes no original, em japonês, com legendas em inglês e em vários outros idiomas de países importantes da Europa (categoria que, por demonstração, Portugal acabou não recebendo).

O game traz todos os elementos de um clássico. Nada menos que um “sucessor espiritual” do maravilhoso e impecável Xenogears, o jogo foi desenvolvido e dirigido por Tetsuya Takahashi, criador de Xenogears e da trilogia Xenosaga, através da desenvolvedora Monolith Soft, a qual integra desde 1998, quando deixou a Square.

Os ambientes são, em escala épica, ambientes expansivos (Final Fantasy XIII merece novamente uma cutucada) e o combate estilo ação é rápido e intuitivo, em tempo real e com inimigos visíveis antes de se engajar em combate, sem falar na fantástica, empolgante e dramática trilha sonora. Chega a ser épica.

A redação do Com Limão indica veemente que você leitor, procure no Youtube algumas das músicas de Xenoblade Chronicles, garantimos que você não irá se arrepender.

Hoje a Square Enix tem muito a aprender com seu ex-integrante, Tetsuya Takahashi. Xenoblade é um game que merece ser jogado e com certeza é um dos melhores J-RPGs da década.

Agora, a péssima notícia: o jogo foi lançado em junho de 2010 no Japão. Em agosto de 2011, a Nintendo of Europe o lançou na Europa. Em setembro de 2011, será lançado na Australia. Ponto! Está faltando algum país/região importante nessa lista? Pois bem. A Nintendo of America simplesmente “não tem planos” de lançar Xenoblade Chronicles.

Os fãs americanos (aqui falo em sentido amplo, de continente americano e não apenas os habitantes dos Estados Unidos da América) estão revoltados com essa conduta da Nintendo of America.

Podemos importar o jogo da Europa? Não! O Nintendo Wii vendido no Brasil utiliza o mesmo sistema que o americano e o Wii possui travas.

Resumindo: Japão e América – NTSC, Europa e Austrália – PAL. A não ser que algum leitor seja fluente em japonês, vamos ter que esperar a Nintendo of America parar com a má vontade e desrespeito aos fãs de J-RPGs, o que está sendo um estímulo para que até os americanos mais fervorosos no combate à pirataria já considerem instalar algum tipo de mod para burlar a região de seu videogame.

Para completar, abaixo você confere uma reportagem com os criadores Tetsuya Takahashi e Koh Kojima. São 8 minutos de bate papo, quem sabe durante este tempo que você assista, a Nintendo não está mudando de ideia.

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