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Homem de Aço: O amadurecimento de um herói

Em 1978, o mundo do cinema ganhou a primeira adaptação de um dos maiores heróis dos quadrinhos, com o filme Superman. O diretor Richard Donner, nos apresentou o herói em sua forma bruta: um ser com super poderes, atuando em prol da humanidade. Naquela altura não nos preocupávamos em conhecer a fundo aquele herói. Simplesmente nos divertíamos em vê-lo voando e ajudando as pessoas.  Nos filmes que se seguiram, vimos um pouco mais de amadurecimento do herói, mas o tratamento dispensado sempre foi o do altruísmo, algo esperado por alguém tão especial.

Suas origens, nunca foram o foco destas adaptações iniciais. Embora, em diversos momentos foram levantados questões da origem do personagem, e seus conflitos pessoais, isto sempre foi tratada de forma en passant.

Em Superman – O Retorno, de 2006, esperava-se que o respeitado diretor Bryan Singer, que levou com sucesso aos cinemas a franquia X-Men e produziu o premiado seriado House, aprofundasse um pouco mais nesse tema das origens deste herói. Mas para decepção dos fãs, o filme ficou aquém do esperado. Synger preferiu seguir outros caminhos: ampliou a família Kent, tocou no tema da morte do herói, tão cultuado nos gibis, e foi infeliz na escolha que fez. Desta forma, Superman, o Retorno, tornou-se um filme a ser esquecido.

Então, foi a vez de o Homem de Aço, escrito por Christopher Nolan, David S. Goyer e dirigido por Zack Snyder.  A Parceria Nolan/Goyer ganhou respeito e notoriedade após Batman Begins, mostrando que, o homem morcego não passava de, em tese, um cidadão comum. Motivado por um desejo de vingança, combinado com muito treinamento e equipamentos de ponta, ele se transformou em Batman, sem a necessidade de ter nenhum poder especial. Assim, o filme mostrou que qualquer um poderia, na teoria, ser um Batman.

Ele deixa o gênero da fantasia para trás, e vai diretamente para a ficção científica, em sua mais pura forma.

Mas Superman não é qualquer um. Assim, Homem de Aço começa a contar a história do herói a partir do zero, buscando dar aos fãs as respostas mais profundas que giram em torno dele, tudo dentro de um tratamento digno e à sua altura.

Desta forma, com o roteiro muito bem desenvolvido coube ao diretor Zack Snyder dar vida a história. Com isso, o filme traz à tona algo importante que as outras produções deixaram meio de lado e que tem passado despercebido pelos telespectadores: Superman, acima de tudo, é um alienígena, e, Homem de Aço, embasado nisso, é um salto evolutivo. Ele deixa o gênero da fantasia para trás, e vai diretamente para a ficção científica, em sua mais pura e bela forma. Como por exemplo, a avançada Krypton, um ambiente futurista, com suas naves espaciais exóticas, viagens espaciais com saltos interestelares, e até mesmo Jor-El, numa magistral interpretação de Russell Crowe,  tornando-se um constructo de personalidade, onde é possível após sua morte interagir com outras pessoas, além é claro de um ser extraterrestre extremamente poderoso. Conceitos fantásticos do mundo da ficção científica, muito bem utilizados em Homem de Aço.

 

Conhecemos nos minutos iniciais Krypton, de forma nunca vista antes. Vemos uma avançada sociedade com tecnologia futurista, e conhecemos seus aspectos administrativos-políticos, a organização social, e os problemas que levaram à sua ruína, culminando com o envio do pequeno bebê Kal-El para a Terra. Mas conhecemos acima de tudo a ousada proposta dos roteiristas: dar respostas à tudo, desde o símbolo S no uniforme do herói, até sua capacidade de vôo. Tudo é explicado de forma simples, objetiva e convincente, na maioria das vezes.

A resposta principal, entretanto, quem busca é o próprio protagonista, já adulto, convivendo no planeta Terra: Superman, no papel do bom ator Henry Cavill, tenta aprender como conviver numa sociedade em que ele é especial. Ao mesmo tempo em que busca auxiliar os seus agora semelhantes, é precavido por seu pai, numa brilhante atuação de Kevin Costner, para tentar manter o segredo dos seus poderes, evitando assim preconceito e retaliações.

Não vemos um homem de aço benevolente, atuando plenamente em prol da sociedade, mas acima de tudo, buscando resolver suas inseguranças, medos e conflitos, que sua própria presença traz no planeta Terra, e que somente ele pode resolver.

Um desses problemas é o vilão Zod e seu batalhão, desafeto de Jor-El, e que agora persegue Kal-El, acreditando serem eles os culpados pela ruína de Krypton, e os únicos responsáveis pelo ressurgimento desta sociedade, agora na Terra.

Com seu coração terráqueo, mas DNA alienígena, Superman busca dentro de si dirimir essas diferenças. Ora trata seus pais como legítimos, ora os vê como estranhos que os criaram, e a sociedade ao seu redor ficam em segundo plano, exceto por Lois Lane, vivida por Amy Adams, aonde o amor vem à tona.

Com tantas questões a serem respondidas, o filme em alguns momentos fica um pouco acelerado. Alguns pontos são tratados de forma rápida, e certos diálogos, poderiam ser um pouco mais explorados, como durante o encontro de Superman e seu pai biológico. Algumas cenas de ação também são um pouco confusas, e as vezes é difícil distinguir quem é o herói e quem é o vilão, ou até mesmo entender o que está acontecendo. Talvez a parceria Nolan/Goyer e Snyder não seja das mais bem sucedidas no cinema. Mas, extremamente necessário, para que os escritores pudessem se concentrar neste belíssimo roteiro, e manter as cenas de ação dedicadas a um diretor hollywodiano, que conhece os caminhos de uma produção deste porte: cenas de ação são necessárias para que o espectador possa refrescar um pouco sua mente, diante de uma história tão densa. Mas poderiam ser desenvolvidas com mais clareza e nitidez.

Nada disso trilha o brilho desse filme. Homem de Aço é um filme maduro, tal qual o herói se tornou. Com um elenco galáctico, traz o Superman de volta aos cinemas em grande estilo. Enquanto ele próprio obtém respostas sobre suas origens, seus poderes e suas responsabilidades, os são premiados com todo esse detalhamento que o filme cuidadosamente traz, e isso é um enorme presente para todos.

Bônus: Abaixo você confere Hans Zimmer criando a trilha sonora para Homem de Aço

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