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2016 e ainda falamos sobre práticas sustentáveis? Sim!

Chegamos em 2016 e ainda falamos sobre práticas sustentáveis. Por que estou falando isso? Porque, na minha cabeça, isso deveria ser algo intrínseco ao nosso cotidiano, mas está longe. Por mais que eu seja fã do Elon Musk e da sua ideia de levar humanos para Marte, os habitantes deste planetinha azul ainda não entenderam que estamos estragando cada metro quadrado da Terra.

Parece um parágrafo alarmista, mas basta olharmos para exemplos como o desastre em Mariana, onde o único a sofrer consequências foi o meio ambiente (nenhum culpado foi devidamente punido). Ou para as declarações de Donald Trump, onde ele afirma que cancelará o acordo de Paris se for eleito. Como é possível um ser vivo pensar desta forma?

Talvez eu esteja apenas olhando o copo meio vazio, mas sempre fico pensativo sobre o nosso futuro (estou falando como espécie humana mesmo) após um ou dois episódios de Black Mirror. Em um dos momentos da terceira temporada, que estreou na última semana no Netflix, o diretor Charlie Brooker mostra abelhas-drones (pequenos robôs polinizadores) criados para substituir as abelhas, que sucumbiram com distúrbio do colapso da colônia. Aliás, se você ainda não assistiu Black Mirror, por favor, assista! Depois vou falar mais sobre esta série.

 

Mas voltando a nossa realidade atual. Fico feliz em saber que algumas empresas realmente incorporaram as práticas sustentáveis como cotidiano. A LG, por exemplo, ganhou notas altas por suas práticas de desenvolvimento de relacionamento do consumidor eco friendly, soluções eficazes de mudanças climáticas, gestão de substâncias tóxicas, contribuições sociais e engajamento das partes interessadas. A marca foi a única empresa sul-coreana listada como uma líder do Grupo Industrial no Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI) e uma das três únicas empresas asiáticas de honra.

No Brasil, a companhia adota diversas práticas sustentáveis, tais como ações de coleta seletiva, painéis de energia solar nos postes externos da fábrica, papel higiênico hidrossolúvel (isso eu achei bem interessante e poderia ser mais comum), entre outros. Outra iniciativa implementada recentemente, em parceria com a Vivo, foi o selo de impacto ambiental nos smartphones LG K10 e LG K4, similar aos já popularizados por eletrodomésticos como refrigeradores e máquinas de lavar.

Ver que as ações da LG são uma exceção, em partes, é nossa mea culpa. Não estou falando apenas de empresas de eletrônicos, mas também de alimentos, vestuário e por aí vai, nós dificilmente olhamos a procedência ou quanto aquele produto impacta no meio ambiente em todo o seu ciclo de vida, ou seja, do momento que é desenvolvido, até o momento que é descartado. É melhor começarmos a pensar e agirmos mais, ou nosso futuro estará mais para um Wall-e do que Black Mirror.

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