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Diesel, Stranger Things e Sea Prayer: Quando o VR faz sentido

No começo do mês, mais precisamente nos dias 3 e 4 de outubro, participei do MaxiMídia, evento que promove integração entre agências, anunciantes e veículos. Em uma das palestras, “Veículos: Os desafios e oportunidades do futuro que já chegou”, o presidente executivo do Grupo Abril falou uma coisa interessante sobre os algoritmos usados nas redes sociais. “Eles (algoritmos) devem ser usados com ponderação”. As palavras de Walter Longo merecem uma reflexão mais aprofundada, por isso vou deixar para um outro texto, mas essa “ponderação” da tecnologia também serve para o texto de hoje.

Algum tempo atrás, quando o VR virou moda, todas as marcas queriam algo produzido com a tecnologia. Chegamos ao ponto de ver montadora de carro usando VR para te colocar “dentro” do carro. Amigo, isso se chama test drive e dá para fazer na vida real! Mas tudo bem, isso é normal de acontecer. Basta olharmos para o Facebook… A rede social do tio Zuckerberg é uma das tecnologias mais usadas sem ponderação. “Não sei porquê, mas eu quero uma fanpage no Facebook. A minha marca precisa!”. São as modas do marketing. Se está todo mundo fazendo, então a minha marca precisa. Por causa do efeito manada que algumas marcas desperdiçam dinheiro.

Mas o que acontece quando a ação é bem pensada para a marca? Quando o conceito e tecnologia fazem sentido juntos… O case do Diesel Brave é um belo exemplo. Lançado no começo do ano, a fragrância da marca italiana remetia a coragem, bravura. Em colaboração com as agências 84.Paris e Backlight Studio, a marca colocou os consumidores para testar a sua coragem no alto de um arranha-céu em VR. O resultado, além do buzz, foi um aumento de 120% nas vendas.




Outro exemplo interessante (e bem aplicado) é a experiência 360º da série Stranger Things. Ao contrário da ação da Diesel, o vídeo do Netflix pode ser vivenciado no conforto de casa, mas também testa a coragem dos consumidores. Aliás, o VR funciona bem quando você trabalha com emoções profundas como o medo, do contrário, é apenas uma imagem que gira 360º.

Abaixo você confere a reação dos atores de Strange Things e a experiência em realidade virtual. Confesso que fiquei com medo até mesmo sem o meu cardboard.




Para encerrarmos nosso texto de hoje, um exemplo de experiência 360º que não é publicidade, mas funciona muito bem porque conta uma história. Novamente… mexendo com as emoções. O vídeo Sea Prayer é um trabalho de animação do romancista Khaled Hosseini, autor do “O Caçador de Pipas”, que conta a história do menino sírio encontrado morto em uma praia da Grécia.

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