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e-Krona, redesign do papel moeda e o futuro do dinheiro

e-Krona, redesign do papel moeda e o futuro do dinheiro

Design de papel moeda sempre foi algo muito curioso para mim. Projetar uma nota ou um conjunto de notas para uma determinada moeda não é apenas um trabalho de design gráfico, mas envolve tecnologia e segurança, em algo que será produzido em escala e que precisa ser quase infalível contra cópias. Há alguns anos, vi o projeto de mestrado da húngara Barbara Bernát, que desenvolveu uma série de notas para o Florim Húngaro.

Um dos lados tinha gravuras de animais da fauna húngara e o verso representava plantas da flora do mesmo país. Um trabalho belíssimo, composto por 10 gravuras e design clean, também possuía uma impressão — visível apenas sob luz negra — onde os ossos dos animais funcionam como marca de segurança. Em resumo, um trabalho digno de nota 10.

De 2015, vamos para os dias atuais. O Banco Central da Suécia anunciou o projeto piloto do e-Krona (versão digital da Coroa Sueca). A proposta é, até 2023, transformar todo o dinheiro do país em versão digital. No ambiente de testes, os usuários deverão ser capazes de manter o dinheiro em uma carteira digital segura, efetuando pagamentos, depósitos e “saques” por meio de dispositivos móveis, sejam eles wearables, smartphones, relógios ou cartões.

O projeto piloto terá duração de 1 ano (fevereiro de 2021), com a opção de se estender, caso haja alguma necessidade técnica. Segundo o Banco Central do país, ainda não há uma decisão final sobre a emissão do e-Krona — apesar de existir um consenso sobre as mudanças nos próximos anos — ou sobre qual tecnologia poderá ser usada.

Em paralelo, no início de 2019, escrevi para o Instituto Tellus o texto “A China do Futuro: Depois do dinheiro, agora é a vez dos documentos serem substituídos”, onde já afirmava que, “segundo o Fórum Econômico Mundial, a Suécia pode parar de usar dinheiro em espécie até 2023.” Ainda no texto, escrevi: Na China, as notas de dinheiro viraram item de museu (literalmente). Na cidade de Shenzhen, no sul do país, o museu de design tem em exposição máquinas de ATM como peças históricas. Além disso, Tencent e Alibaba, com os seus respectivos WeChat e AliPay, trouxeram o país oriental para o mundo das e-wallets (carteiras digitais), substituindo a forma como o povo chinês paga contas, faz transferência de valores e, até mesmo, para dar esmolas na rua.

Seja na Suécia, China ou Somalilândia, uma coisa é quase certeza, o dinheiro em papel deve reduzir drasticamente nos próximos anos. Uma tendência global, seja ela impulsionada por inflações gigantescas ou por tecnologias cada vez mais presentes em nosso cotidiano.

Curiosidade: A Somalilândia, um país com orçamento de R$ 250 milhões e sem crédito no FMI, praticamente deixou de utilizar o papel moeda devido a sua inflação gigantesca (são necessários 9 mil Shilings para comprar US$ 1). O  país da África Subsaariana utiliza “troca de créditos” como base para transações financeiras. Leia mais sobre o caso da Somalilândia neste link.

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