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Banco de Imagens: Como ganhar dinheiro criando fotografias para acervos

Banco De Imagens: Como Ganhar Dinheiro Criando Fotografias Para Acervos

“O panorama da fotografia mudou muito nos últimos quinze anos”, afirma Rachid Dahnoun, fotógrafo comercial e editorial — e que possui clientes como: Associated Press, Microsoft, American Express, ESPN, Lonely Planet e outros.

Uma das mudanças mais significativas, segundo o fotógrafo, veio na forma de fotografia para banco de imagens: imagens visuais de alta qualidade prontas e disponíveis para licenciamento por clientes em todo o mundo. Para marcas e publicações, plataformas como Shutterstock, BigStock e Offset tornam mais fácil obter e comprar imagens online. Para os fotógrafos, as plataformas proporcionaram novas oportunidades de monetizar seu trabalho, de gerar uma renda e entrar no mercado.

“O banco de imagens é uma ótima maneira de colocar seu trabalho no mercado internacional”, completa Dahnoun. “Para um fotógrafo emergente, pode ser uma maneira incrível de ser publicado com clientes aos quais você nunca teria acesso. O ponto alto de vender meu trabalho em banco de imagens provavelmente será quando eu conseguir a capa de um livro da National Geographic. ”

O formato de acervo de imagens existe há mais de um século, mas foi o início da era digital que levou o serviço a um reconhecimento fundamental na publicidade e editoriais. As fotos de banco de imagens são usadas para quase tudo — desde capas de livros e revistas a anúncios de mídia social.

Afinal, o que é um banco de imagem?

Banco De Imagens: Como Ganhar Dinheiro Criando Fotografias Para Acervos
Créditos: Ivan Kmit

A ideia era simples: em vez de encomendar uma sessão fotográfica inteira e arcar com todas as despesas, e se houvesse uma maneira das pessoas adquirirem os direitos de uso das fotos que já existiam? Por exemplo: um fotógrafo fez uma série de imagens para uma campanha publicitária. Em vez de deixar aqueles negativos, incluindo os que não foram usados, acumulando poeira, ele poderia vendê-los para outra pessoa usar. É aí que as primeiras agências de banco de imagens surgiram, facilitando o processo de licenciamento ao preencher a lacuna entre compradores e fotógrafos.

Em troca, a agência ficaria com uma porcentagem de cada venda. Foi uma vitória para todos — o comprador economizou dinheiro comprando imagens já feitas e, tanto o fotógrafo quanto o distribuidor, foram remunerados.

O mercado de banco de imagens atual

Essa ideia simples cresceu e se tornou uma indústria em expansão. O mercado global de imagens e vídeos deve gerar receitas de mais de US$ 4 bilhões até 2023 e, de acordo com pesquisas recentes, a fotografia conservada em banco de imagem continua a ser um dos tipos de imagem mais usados entre as agências de marketing. No ano passado, a Shutterstock comemorou o marco de US$ 1 bilhão em ganhos para parceiros.

Fotógrafos com diversos níveis de experiência e formações podem enviar seus trabalhos para análise. Se as imagens atendem aos requisitos técnicos e tiverem valor comercial, elas podem ser aceitas por um fornecedor e depois vendidas aos clientes. O fotógrafo detém os direitos autorais, mas vende o direito de uso.

Tipos de licenças em banco de imagens

As licenças de fotografia geralmente se enquadram em uma das três categorias: domínio público, direitos gerenciados e Royalties-free.

Domínio público: O domínio público é bastante simples — qualquer pessoa pode usar as imagens gratuitamente, quantas vezes quiser e de quantas maneiras diferentes quiser.

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Créditos: Aitor Carrera

Licença de Direitos de Imagem: No caso de uma licença com direitos de imagem, o comprador paga um preço com base em como planeja usar a foto. O custo mudará dependendo da duração do uso, a localização, o tamanho da imagem e muito mais. Se alguém quiser usar a imagem exclusivamente, é claro, isso significa que terá que pagar mais, pois o fotógrafo e o distribuidor estarão perdendo pagamentos potenciais de outras marcas no futuro.

Royalty-Free: O royalty-free é popular hoje em dia porque é rápido e simples. Em vez de pagar em uma escala baseada em uma variedade de fatores, o comprador paga uma taxa única pelos direitos de uso de uma imagem. Pode haver restrições, mas, em geral, permite usar a foto como quiser, sem ter de ficar renegociando toda vez utilizar. Fotos royalty-free geralmente são mais acessíveis do que as que exigem direitos de imagem. No entanto, como não são exclusivas, é possível vender continuamente para uma série de clientes diferentes. Os principais fotógrafos atuais fotografam com esse princípio em mente, criando fotos atemporais que atraem um grande público.

Editorial vs. Comercial

Outra distinção importante é a fotografia editorial versus a fotografia comercial. A fotografia editorial tende a ilustrar as notícias ou eventos atuais, enquanto as imagens comerciais podem ser usadas para anunciar um produto ou promover uma marca. Por esse motivo, a fotografia comercial vem com mais restrições. Por exemplo, se houver qualquer pessoa ou propriedade reconhecível em suas imagens, você precisará de uma autorização assinada para que a imagem seja usada em um contexto comercial.

Quanto posso ganhar?

Uma coisa a ter em mente é que a fotografia de banco de imagem é um jogo de longo prazo. É preciso paciência e persistência, mas é possível ganhar uma renda com a fotografia. Dependendo do nível de ganhos dentro das plataformas da Shutterstock, o colaborador pode ganhar de 15 a 40% do total da venda de imagens. Quanto mais vende, mais ganha. Além disso, quanto mais fotografias disponíveis, melhor a percepção para prever o que vende e adaptar a abordagem ao mercado.

Acho a fotografia de banco de imagens royalties-free muito gratificante. Tive de trabalhar muito para isso, mas quando vejo minhas fotos venderem, me faz acreditar em mim mesma. Likes e comentários no Instagram são legais, mas marcas e clientes que usam minhas fotos em suas campanhas publicitárias significam muito mais do que qualquer outra coisa – e eu não poderia ter feito isso sem o banco de imagem.” — Dolphia Nandi, Offset Artist

Tendências Emergentes: O que produzir?

“Meu conselho para iniciantes é simples: faça da fotografia uma prioridade, tire muitas fotos e continue aprendendo. Tente não imitar o que já existe – seja original e criativo. Nesse campo, muitas vezes são os iniciantes e os recém-chegados que agitam as coisas e definem tendências, empurrando a indústria para novas direções animadoras”, afirma Ivan Kmit, colaborador da Shutterstock.

Confira abaixo o bate papo com o designer Filipe Frazão sobre a vida de colaborador Shutterstock, as vantagens para o portfólio e ganhos extras.

A fotografia conservada em banco de imagem reage às tendências, mas também ajuda a criá-las — especialmente agora, à medida que o mundo se torna cada vez mais visual. O blog da Shutterstock e a lista de fotos mensal da Shutterstock são lugares essenciais para aprender sobre o que está em alta na fotografia de banco de imagem a qualquer momento. Conteúdos como relatórios de tendências (confira aqui a edição 2020), bem como artigos sobre como criar imagens mais fortes, seja a especialidade paisagens ou estilo de vida, estão disponíveis na plataforma.

Plataformas de bancos de imagens

Como líder do setor, a Shutterstock possui três plataformas para a venda de fotos: Shutterstock, Offset e Bigstock.

A Shutterstock, principal plataforma e homônimo da empresa, conta com mais de 200 milhões de imagens de colaboradores globais, incluindo fotógrafos, ilustradores e muito mais. Além de fotos, também oferece músicas e vídeos.

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Créditos: Eneko Aldaz.

Alguns clientes pagam pelas imagens individualmente, mas optam por planos de assinatura que oferece uma quantidade específica de imagens por mês. Clientes como Google, BBDO, Marvel e Capital One usam a Shutterstock para obter e licenciar imagens.

Qualquer pessoa pode se inscrever para se tornar um colaborador da Shutterstock. No processo, é necessário enviar as dez melhores imagens. Se sete deles forem aprovadas, a inscrição para se tornar um colaborador é aceita. Se o processo não fui concluído, é possível tentar novamente em um mês.

Já a Offset é uma coleção de imagens, cuidadosamente selecionada, de alguns dos principais fotógrafos comerciais e editoriais do mundo. O serviço oferece visuais impressionantes e de primeira linha de um trabalho de atribuição por meio de uma licença livre de royalties. Os compradores podem pagar pela imagem ou comprar um pacote de cinco ou dez imagens.

A maioria do Offset Artists já são profissionais consolidados no espaço editorial e publicitário. No entanto, muitos outros são promissores e estão entrando em cena. Os fotógrafos também podem se inscrever para participar da coleção.

Por fim, o Bigstock conta com milhares de imagens royalty-free para qualquer orçamento, além de vídeos e muito mais. Os interessados podem optar por uma série de planos de assinatura diária acessíveis ou comprar créditos de imagem. Novos usuários podem enviar no máximo dez imagens em sua primeira inscrição, mas se as fotos forem aprovadas de forma consistente, virtualmente não há limites para quantidade.

Crédito – Imagem Destaque: Hernandez e Sorokina / Westend61

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