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Protótipos de óculos VR mostram o que a Meta planeja para o futuro da tecnologia

Na última semana, Mark Zuckerberg se reuniu com diversos jornalistas para mostrar aquilo em que a Meta, o antigo Facebook, tem se empenhado nos últimos anos. A partir de uma conferência virtual, o CEO deu detalhes dos inúmeros projetos que buscam a criação de uma experiência em realidade virtual indistinguível da dita “real”.

Para isso, a Meta trabalha com dezenas de protótipos de óculos VR, todos devidamente destrinchados durante a coletiva. De certo modo, há até quem tenha chamado o evento de prestação de contas, uma vez que a empresa finalmente revelou no quê tem investido tanto tempo e dinheiro.

Conforme Mark Zuckerberg explica, seu objetivo a longo prazo é ultrapassar o chamado “Teste de Turing Visual”, um teste hipotético que, de forma similar ao proposto originalmente por Alan Turing, em 1950, faria com que uma pessoa vestindo óculos VR não pudesse distinguir as imagens produzidas pelo acessório daquelas vistas “a olho nu”.

Em resumo, a meta, com o perdão da piada, é criar uma experiência tão indistinguível da realidade quanto possível. Mas isso, tal como dá para imaginar, apresenta inúmeros desafios.

É justamente por causa desses múltiplos desafios que os Meta Reality Labs – laboratórios da empresa dedicados aos headsets VR – têm tantos protótipos. Isso porque, ao invés de tentar resolver todas as limitações da tecnologia em um só projeto, a equipe de Mark tem tentado aprimorar cada recurso dos óculos com um protótipo diferente.

Dessa forma, conforme cada unidade de teste evolui naquilo para o que foi proposta – ter uma excelente resolução, um ótimo brilho ou, ainda, um amplo campo de visão – maiores são as chances daquela implementação ser levada a um produto final.

Por outro lado, a consequência é que os laboratórios da Meta acabam repletos das mais diversas bugigangas do mundo dos VRs, sendo justamente essa a coleção que a Meta decidiu expor ao jornalistas recentemente.

Butterscotch, Starbust, Holocake e muito mais

Protótipo Butterscotch

Como disse, cada um dos protótipos desenvolvidos pelo Meta Reality Labs têm um propósito específico, seja exibir uma tela de tirar o fôlego ou ter um design leve e portátil. No entanto, como sempre ocorre, há aqueles exemplares que se destacam, sendo os mais promissores para o que a Meta considera seus próximos passos.

Dentre esses, é possível citar o Butterscotch, o Startbust e o Holocake. O primeiro, mais parecido com um óculos VR tradicional, tem como trunfo uma excelente resolução, sendo, nas palavras da mídia internacional, “essencialmente indistinguível” daquilo que vemos com nossos olhos, ao menos em termos de nitidez e resolução.

Para isso, o Butterscotch (que, em português, significa “caramelo”) traz uma definição de 1832 x 1920 pixels em cada olho, alcançando o “padrão ouro” neste aspecto dos óculos VR, que é de 60 pixels por grau de curvatura. Aqui, não quero te confundir com tecnicidades, portanto, resta dizer que essa seria a resolução aproximada da nossa retina.

Resolução de tela do protótipo Butterscotch em comparação com outros modelos, como o Oculus Rift original e o atual Quest 2.

Ainda assim, como nem tudo é perfeito, o Butterscotch tem um problema sério: seu campo de visão é extremamente limitado. Isso acontece porque, dada à física envolvida nas lentes, a curvatura delas influi diretamente na percepção de resolução, razão pela qual uma definição maior resulta num campo de visão limitado, e vice-versa.

Para contornar esse problema, a Meta tem trabalhado no que a indústria tem chamado de “Lentes Panqueca” (Pancake Lens). Esse tipo de lente consegue diminuir a distância entre a lente e o display que produz as imagens e, dessa forma, promete preservar a qualidade de definição com um campo de visão maior.

Inclusive, especula-se que os vindouros óculos VR da Apple, motivos de boatos há um bom tempo, incorporem esse recurso, também.

Protótipo Holocake 2

Enfim, para além das lentes panqueca, a Meta também trabalha no que chama de “Holocake Lens”, um tipo especial de lentes que combina as qualidades do anterior a um design mais fino e leve. No protótipo apresentado com essa tecnologia, chamado Holocake 2, é possível ver um visual totalmente diferente dos headsets que conhecemos hoje em dia, algo utilizável até mesmo na rua.

Quer dizer, utilizável se fosse viável. Isso porque, além da tecnologia das lentes apresentar outras limitações, incluindo de segurança e custo, um óculos tão leve e fino teria de necessariamente ser combinado a uma unidade de processamento externa – isto é, um smartphone ou um computador.

Protótipo Starburst

Já o Starbust, conforme o nome talvez dê a entender, tem o objetivo de ser tão brilhante quanto o mundo a nossa volta, e não se preocupa em fazer sacrifícios por isso. Na verdade, o design em que se encontra o protótipo atualmente é totalmente impraticável, mas ele alcança os níveis de HDR vistos em smart TVs e smartphones mais modernos.

Protótipo Mirror Lake tem lentes varifocais

Uma das grandes limitações de qualquer display é que, em essência trata-se de uma representação bidimensional de uma realidade tridimensional. Dessa forma, se o seu objetivo é tornar a experiência de ver uma tela tão fascinante quanto a realidade, é necessário mitigar esse problema.

Para tanto, o protótipo Mirror Lake, além de combinar boa parte das tecnologias presentes no Startbust, Holocake 2, Butterscotch e outros, também incorpora lentes varifocais. As lentes varifocais, presentes em muitas das câmeras modernas, são capazes de alterar o foco do objeto visto conforme a distância, solucionando a limitação da profundidade mencionada anteriormente.

No protótipo Mirror Lake, lentes varifocais ajudariam a tornar objetos próximos mais nítidos

Curioso, no entanto, é o fato de que não havia nenhum protótipo do Mirror Lake no evento. Tudo leva a crer que, ao contrário dos demais, que já estão em fase de experimentação e teste, o Mirror Lake, que seria o mais avançado de todos, sequer tenha saído do papel ainda.

Apesar disso, cabe ressaltar que, nas palavras do próprio Zuckerberg, a Meta ainda deve apresentar um óculos VR com grandes capacidades neste ano. Especulado como o Oculus Quest Pro, o acessório deve contemplar melhorias consideráveis em relação ao atual Quest 2, bem como sedimentar a estratégia comercial da linha para os próximos anos.

Segundo Zuckerberg, a Meta deve manter duas categorias de dispositivos, uma voltada para o consumidor casual, como já é o caso do Quest 2, e outra voltada para o público profissional e entusiasta, sendo este responsabilidade do Quest Pro.

Com informações de: The Verge, Android Central

Fonte Imagens – Meta

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