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Greenpeace une Nike e Adidas em campanha contra resíduos nocivos

por Victor Vasques

Depois de atacar a Volkswagen e o seu mini Darth Vader, agora é a vez de o Greenpeace pegar no pé da Nike e da Adidas.

Segundo o grupo de ativistas, recentes investigações mostraram que as fábricas chinesas das duas marcas têm despejado produtos químicos em águas próximas a elas.

Para quem tem um pouco de conhecimento no mercado, sabe que não é de hoje que a indústria têxtil distribui seus resíduos por aí. Some este histórico com um país oriental que não está muito preocupado com ações ambientais, mas totalmente focado em produção, e temos um prato cheio para poluição.

Como o papel do Com limão não é sair tomando navios baleeiros, vamos olhar do ponto de vista do branding.

Não é de hoje que as duas marcas sofrem com acusações como essa, afinal, quem nunca ouviu falar que “o seu Nike foi produzido por uma criança chinesa”?

No entanto a alguns anos atrás era fácil reverter um caso como este (a própria Nike conseguiu dar a volta por cima e alavancar as vendas depois de ser acusada de usar mão de obra semiescrava e ver uma das maiores quedas de vendas da sua história).

Hoje, com os consumidores ligados pelas redes sociais, a responsabilidade socioambiental em alta e o grupo de eco consumidores crescendo, a história fica um pouco mais difícil.

Misture isso com as próprias declarações das empresas e seus relatórios de responsabilidade, para termos um belo desafio para qualquer gestor de marca. Isso tudo sem esquecer que o consumidor atual – que já era exigente – tornou-se ainda mais, virando um ativista independente, seja em favor ou pró as marcas.

Para completar o grande problema que as marcas podem ter ligadas as suas imagens e – até mesmo – as suas essências de “qualidade de vida”, o vídeo produzido pelo Greenpeace conta com a presença de algumas celebridades como David Beckham, Cristiano Ronaldo e Snoop Dogg (esse sim totalmente adepto do mundo verde, se é que você me entende).

Aqui também vale outra observação. Confesso que não sei quem é o responsável pelas atuais campanhas do Greenpeace, mas tudo indica que o grupo tem conquistado criativos de peso. Afinal, criar campanhas tão elaboradas, com a própria Detox, e vídeos a altura de premiados de Cannes não é para qualquer um.

Se a moda realmente pegar, Nike e Adidas talvez precisem muito mais do que campeões para fortalecer suas marcas, mas sim jogar limpo com o seus consumidores.


Victor Vasques é designer, editor chefe do Com limão e sócio proprietário da Citrus Consultoria. Como gestor de marcas e criativo, já atuou com grandes marcas, como Discovery, UOL, iG, Globo.com e VEJA.

Eu irei lhe fazer uma proposta que você não poderá recusar - Don Vito


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One Response to Greenpeace une Nike e Adidas em campanha contra resíduos nocivos

  1. william says:

    esperamos que o corte nos susídios as indústrias
    poluidoras dos EUA ,os susídios fiscais dados por Bush, se realmente acontecer , se espalhe como exemplo pelo mundo em prol de uma limpeza do meio ambiente, que venha tarde mas nunca.

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