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China: Como o desenvolvimento das novas cidades influencia no mundo

por Victor Vasques

Costumo dizer que atualmente vivemos na Era da sustentabilidade. A industrialização já se foi, a informação veio para ficar e já se tornou commodity, mas a sustentabilidade é a bola da vez. Não digo isso só pela mania que se espalha pelas empresas em dizer que são ecologicamente responsáveis só porque reciclam papel. Defendo que estamos na Era da sustentabilidade porque agora temos conhecimento e tecnologias para viver desta maneira, de uma maneira responsável com o meio ambiente. Claro que mudar dezenas, em alguns casos centenas, de anos não é tarefa fácil e nossas cidades já estão construídas e com infraestruturas (algumas vezes precárias) formadas.

No entanto existe um país que pode ensinar o mundo ou levar tudo isso realmente ladeira abaixo. Este país é a China. Sei que alguns dirão “Victor, mas a China?! Você está maluco? Eles não querem nada com sustentabilidade, só produzir iPads em escala desumana”.

Até concordo em certo ponto, mas o país está passando por uma mudança que nós já passamos há muito tempo. Quarenta anos atrás, oito em cada dez chineses moravam no campo. Hoje eles são 1,35 bilhões de pessoas morando em cidades e que, em um futuro próximo, verá a explosão de arranha-céus atravessando o horizonte.

Não só os chineses que estão passando por esse êxodo. Segundo a Forbes e o Fundo de População das Nações Unidas, países da África e vizinhos da Ásia seguem o mesmo ritmo, fazendo com que a estimativa para 2030 seja de cinco bilhões de moradores em áreas urbanas. Só na China, 221 cidades terão pelo menos um milhão de habitantes.

Ao contrário do que aconteceu no passado com nossas cidades, desta vez a mudança da sociedade tem uma grande promessa para o desenvolvimento sustentável. Isso porque não existe nada.

É como pintar uma tela com o conhecimento de todos os estilos artísticos ou começar um jogo (quem já jogou Sim City sabe o que estou falando) com o conhecimento do que já deu errado. Eles, ao contrário do resto do mundo, não terão que adaptar suas cidades. Terão que construí-las usando tecnologia de ponta e conhecimento de muita coisa que já deu errado.

Mas espera aí, se a vantagem é ter espaço para crescer e mudar, isso quer dizer que nem tudo no Brasil está perdido. Exatamente! É por isso que o World Resources Institute, junto com a Comissão de Desenvolvimento da China, está produzindo planos pilotos para desenvolvimento com baixa emissão de carbono, foco em eficiência energética e uso de terra, abastecimento de água inteligente e transporte coletivo sustentável. O que isso tem a ver com o Brasil? Foi anunciado que estes planos chineses devem ser expandidos para grandes cidades na Índia e Brasil para ajudar em projetos similares nos próximos meses e anos.

A verdade é que temos que torcer para que aqueles que possam mudar o jogo consigam e tenham o discernimento para isso, pois uma verdade é que as cidades vieram para ficar. Estamos crescendo, expandindo e consumido a cada dia mais, com isso ou mudamos o jogo ou será game over e sem nenhum continue.

Com Forbes e Envolverde


Victor Vasques é designer, editor chefe do Com limão e sócio proprietário da Citrus Consultoria. Como gestor de marcas e criativo, já atuou com grandes marcas, como Discovery, UOL, iG, Globo.com e VEJA.

Eu irei lhe fazer uma proposta que você não poderá recusar - Don Vito


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