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2016 começou e eu estou desempregado!

A primeira segunda-feira do ano deveria ser considerada um ponto facultativo. Ainda estamos nos recuperando das sobremesas do réveillon e nem terminamos de pular as sete ondinhas, mas 2016 já chegou. Como as contas não param de chegar e não dá para viver de feriado, vamos ao trabalho.

2016 desempregado, e agora?

Calma, esse é o meu primeiro conselho. Se você entrar em pânico, não vai conseguir fazer nada. Este texto é, principalmente, voltado para designers e criativos, mas o conselho é universal. Quanto mais pânico, desespero e agitação mental, mais nebuloso serão as soluções (leia esta última frase com a voz do Yoda e ela ganhará mais credibilidade).

Ok, estou calmo! E agora?

Você já parou para pensar qual o seu objetivo profissional? Quer ser diretor de uma grande empresa? Ter o próprio negócio? As duas opções possuem seus prós e contras. Posso afirmar isso com propriedade. Independente do seu objetivo, precisamos encontrar uma solução a curto prazo. A minha sugestão é… freela!

Passo 1: Faça o que você sabe e compartilhe para conquistar.

Não tenha medo de concorrência, ela é boa e com a atual crise brasileira, você encontrará muitos profissionais no mesmo barco que você. No entanto, o maior erro é querer abraçar o mundo, só para não perder o cliente. É neste momento que o cliente fica insatisfeito e não volta nunca mais.

Você é designer gráfico e precisa de um redator? Que tal fazer uma parceria? Duas pessoas prospectando clientes são melhores do que um guerreiro solitário. Não tenha medo de parcerias, acredite no seu trabalho.

Passo 2: A busca pelo preço justo.

Esqueça as tabelas de preços. Pode parecer atrativo se basear em uma tabela pré-definida, mas isso é a maior roubada. Para aqueles que possuem anos de experiência, a tabela será defasada. Já os iniciantes, nunca poderão cobrar 5 mil reais por um logotipo.

A minha sugestão é a seguinte: Monte uma planilha (sim, designers, uma planilha no Excel!) e coloque todos os custos fixos que você possui atualmente. Aluguel, internet, mensalidade do pacote Adobe CC e por aí vai. Vamos dizer que você tenha 2 mil reais de custos fixos.

Some alguns valores variáreis como, por exemplo, transporte para atender o cliente. Ah, não esqueça da balada no fim de semana. Mas também não esqueça que você está desempregado e balada é um luxo, ou seja, pense bem na hora de somar ela aos custos da sua vida. Vamos dizer que isso tudo deu uns 2,8 mil reais.

Somando tudo, temos 4,8 mil reais de custo mensal, ou seja, você não pode ganhar menos do que isso, certo? Então seu objetivo é ganhar, em média, 6 mil reais por mês.

Se pretende trabalhar 8 horas por dia, de segunda a sexta, então temos 176 horas de trabalho mensal. Dividindo o valor de 6 mil pela horas, o preço da sua hora/trabalho é de 34 reais.

Vai trabalhar 4 dias (full time) para desenvolver um logotipo? Então basta fazer: (8 horas diárias x 4 dias) x 34 reais, no fim das contas, R$ 1.088 reais pelo desenvolvimento de um logotipo.

Lembrando que os R$ 1.088 não precisam ser o valor final, mas já é uma base de valor para você saber qual o seu preço.

Passo 3: Já sei meu preço, mas a vida real não é uma planilha de Excel.

Aqui não é pastelaria, mas sempre tem aquele pedido para ontem. Normalmente este tipo de demanda exige que você pare outros trabalhos. Por isso, a minha dica é: cobre taxa de urgência. Simples assim. Ele quer urgente? Você vai virar noite trabalhando? Cobre seu percentual extra. Pode ser 10% ou 50%, isso só você saberá.

Passo 4: O cliente falou que o sobrinho dele faz pela metade do preço.

A vida, meu querido leitor, é uma aventura. Na vida de freelancer, inúmeras pérolas surgirão. Com o tempo, você saberá identificar o que são ciladas e o que são oportunidades. A minha maior sugestão neste caso é, não viva de promessas.

Quando digo promessas, são aquelas velhas juras de amor, do tipo: “Faz por menos, que no próximo trabalho nós compensamos”.

Agora se o cliente é uma oportunidade única e o seu preço está acima do esperado (por ele), não custa nada trabalhar com o um desconto.

Diferente de outros “influenciadores”, não estou aqui para dizer como você deve trabalhar. Tudo isso não passam de conselhos/sugestões de alguém que já caminhou alguns bons anos no mercado. Espero, de verdade, que este texto possa te ajudar. Feliz 2016!

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