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As Criptomoedas encantam a Argentina

Em meio à crise econômica, depois de 4 novos ministros da economia e inflação de 71%, a população argentina encontrou no mundo das criptomoedas um meio para proteger seus bens. De moedas estáveis até o próprio bitcoin, mais e mais argentinos passaram a utilizar criptomoedas no dia a dia, tendo virado matéria do New York Times devido tamanha febre. Entendamos por que as criptomoedas se tornaram interessantes para os argentinos e o que pode vir adiante, em um futuro cada vez mais inserido na blockchain.


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Com o peso em queda, dolarizar o próprio patrimônio se tornou questão de sobrevivência para alguns argentinos. É alarmante notar a descrença da população argentina com sua moeda, isto porque, de acordo com o New York Times, apenas um terço dos argentinos acreditam que o peso irá continuar com o mesmo valor nos próximos anos, enquanto mais de 60% da população já visualiza que o Bitcoin irá ao menos manter seu valor no mesmo período.

Com essa realidade, e após uma limitação da compra de dólares por cidadão de US$ 200 ao mês, fica claro por que nossos “hermanos” tiveram que ir em busca de outros meios para proteger seu patrimônio, e hoje um desses meios é por moedas estáveis e criptomoedas. A pressa pela compra de criptomoedas é tanta que em algumas exchanges argentinas, como a LemonCash, a USDC (moeda estável pareada em dólar) chegou a ser vendida por 2 a 3 vezes do valor da cotação oficial, movidos pelo anseio popular de garantir seus dólares.

Além da busca por proteção do patrimônio, criptomoedas também são um espelho para a busca do cidadão ser dono de seu dinheiro. É comum ler ou ouvir falar sobre indivíduos que preferem guardar seu dinheiro embaixo do colchão ou outros locais, em vez de depositá-los em um banco, isso porque em alguns países latinoamericanos, o Brasil incluso, após casos de apropriação dos bens da população, ainda resiste o medo de que, de uma hora para outra, não se tenha mais o controle sobre o seu próprio dinheiro.

De modo mais evoluído, as criptomoedas ofereceram um novo nível para aqueles que, em vez de guardarem embaixo do colchão seu dinheiro, agora prefiram guardar seus bens por trás de algumas chaves de segurança. O que as criptomoedas oferecem hoje, seja em ambientes centralizados ou descentralizados, é a certeza de que aquelas moedas são suas independentemente de atuações externas; e que, caso necessário, você possa enviá-las rapidamente para outro país ou, principalmente, transportá-las com uma carteira fria nos bolsos

Prova do tamanho poder da facilidade de transporte das criptomoedas é que, na guerra da Ucrânia, por exemplo, vários ucranianos colocaram suas economias em criptomoedas e depois resgataram em outras localidades, já que sabiam que aquele era o único meio de proteger o que possuíam.

Mesmo com toda a nova onda de adoção das criptomoedas, ainda assim, o uso delas para pagamento de transações do cotidiano ainda não é uma marca do cotidiano já que, apesar de existirem vários lugares que as aceitem, como lojas de luxo, empresas de aviação, no momento de “comprar pão” ainda é difícil utilizar bitcoin ou USDC, mas isso é questão de tempo.

Prova disso são as inúmeras startups que trabalham diariamente na busca por meios mais práticos de uso das criptomoedas ou projetos já bem consolidados — como o Celo, projeto mobile baseado em Ethereum construído para habilitar transações rápidas entre pares. Ainda além, no dia 24 de agosto de 2022, uma notícia surpreendeu os usuários cripto: o CEO da Mastercard anunciou em seu Linkedin que a empresa está trabalhando para facilitar que as 90 milhões de lojas que já aceitam cartões Mastercard agora também aceitem criptomoedas. Mais um passo no caminho da adoção.

É sempre interessante falar sobre criptomoedas como um passo além para a economia, apontando necessidades e por que pode ser interessante caminhar para esse futuro, mas é ainda mais interessante descrever sobre cidadãos que passaram a fazer o uso das criptomoedas porque é simplesmente uma de suas poucas saídas; afinal, o que já existe desse meio, mesmo que necessite de diversas atualizações para facilitar ainda mais a adoção, já é o bastante para a proteção dos bens dos usuários. Mais interessante ainda, também, é apontar que já existem diversas pessoas atuando para inserir as criptomoedas no cotidiano, desde startups a empresas consolidadas do mercado — um sinal claro de que o futuro cripto é quase inevitável. Que os nossos hermanos se recuperem logo, e que deixem lições relacionadas a criptomoedas para o nosso país.

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