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Segunda maior criptomoeda do mercado abre caminho para o futuro verde

As criptomoedas muitas vezes são apresentadas por visões maniqueístas, ora como tecnologia mais revolucionária das últimas décadas, ora como um dos maiores erros criados na era da tecnologia. No lado daqueles que adoram odiar a tecnologia da blockchain e criptomoeda, um dos principais pontos alertados era a terrível problemática da alta emissão de carbono promovida pelas criptomoedas graças ao uso exaustivo de energia — o que é uma crítica mais que válida. Tendo isso em vista, o que trazemos neste texto é a notícia de que, finalmente, uma das maiores moedas do mercado deu um grande passo no caminho do futuro sustentável, e pode levar todo o mercado para esse rumo. Vamos sair do maniqueísmo e entender um pouco sobre a novidade?


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Atualização da rede Ethereum, o que aconteceu?

O mercado todo estava esperando a atualização da rede Ethereum, conhecida como The Merge, já comentada aqui no Com limão, que tinha a proposta básica de transformar a rede Ethereum, segunda maior blockchain e criptomoeda do mercado, em uma rede validada pelo sistema de prova de participação, saindo da prova de trabalho. Tal mudança, crucial, transiciona a rede de um sistema que precisava de várias máquinas com alto poder computacional ligadas 24/7, para um sistema que é sustentado únicamente por tokens que já existem e agora são colocados em contratos inteligentes. Com essa mudança, o gasto energético da rede Ethereum reduziria 99.9% do consumo energético, levando ao chão as taxas de emissão de carbono da rede.

E o que aconteceu, já que pouco se falou sobre a rede depois disso? A atualização ocorreu perfeitamente! Apesar das expectativas negativas do mercado, com um ótimo time de desenvolvedores a rede Ethereum foi capaz de fazer a transição de toda a sua tecnologia para um novo sistema sem o menor erro; e agora a rede Ethereum pode se exibir de, além de ser a maior do mercado com tecnologia de contratos inteligentes e com os inovadores NFTs, ter uma das menores taxas de emissão de carbono do ramo.

O Bitcoin, por outro lado, segue exigindo alto gasto energético.

Uma mudança do tipo para o bitcoin, por outro lado, é muito improvável, isso porque todo o sistema da rede é embasado pelo fato de as transações terem como validadores os mineradores, justamente as pessoas que deixam máquinas ligadas 24/7, e não bitcoins travados em um contrato inteligente. O que ainda coloca o bitcoin em uma posição confortável, no entanto, é que o que pode garantir que a mineração da criptomoeda não seja tão poluente assim é a simples proveniência da energia que sustenta essas máquinas.

O dado que se tem, por exemplo, publicado pelo Bitcoin Mining Council, fórum de mineradores voluntários de bitcoin, é de que 58% dos mineradores utilizam fontes renováveis para o sustento de suas máquinas, fato que ameniza o impacto ambiental dessa blockchain. Ainda assim, nada tira o fato de que, de acordo com o levantamento feito pela Universidade de Cabridge, o Bitcoin consuma mais energia do que a Argentina, já que para o sustento da rede é exigido o gasto de 130,9 TWh por ano, enquanto a Argentina consome 125 TWh no mesmo período.

Por que é importante colocar tais informações lado a lado?

É importante comparar as duas realidades pelo fato de que, anos ou até mesmo meses atrás, além de alertarem sobre o alto consumo energético do bitcoin, uma das críticas era que essa realidade poderia se agravar ainda mais, caso novas criptomoedas seguissem a mesma tendência, multiplicando os gastos energéticos. O que a atualização da rede Ethereum, bem recebida pela comunidade, exemplifica é que o futuro — seja das criptomoedas ou de qualquer tecnologia — sem dúvida alguma, deve conversar com as tendências sustentáveis discutidas ano a ano.

Por último, o que a atualização da rede Ethereum evidencia é que o maniqueísmo não é positivo, nem para aqueles que adoram as criptomoedas, muito menos para os que odeiam. Isso porque, por um lado, os que admiram sem questionar podem não reconhecer as falhas dos produtos; enquanto, por outro lado, a crítica pela crítica, feita sem objetivo de construir algo, não traz melhoria alguma.

Nos cabe agora apenas acompanhar de perto e reconhecer o bom trabalho da rede Ethereum, mas sobretudo reforçar que a atualização foi um grande passo para o futuro verde, mas que não pode ser o único, já que algumas cicatrizes permanecem intocadas no mundo cripto.

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