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Cotidiano
Two Point Museum: O caos da gestão de um museu inusitado
Conheça Two Point Museum, o novo simulador que torna a gestão de um museu em uma tarefa hilária e desafiadora.
Conheça Two Point Museum, o novo simulador que torna a gestão de um museu em uma tarefa hilária e desafiadora.
O que você vai descobrir a seguir:
A série de jogos de simulação, Two Point, agora tem um novo integrante: Two Point Museum. O jogo foi disponibilizado em acesso antecipado nesta quinta-feira (27) para os compradores da Edição Explorador Digital e será lançado oficialmente na próxima terça-feira, 4 de março para PC, PlayStation 5 e Xbox Series S|X. O Com limão recebeu com antecedência uma edição da SEGA e conta o que você pode esperar deste novo (e divertido) game.
Antes de discutir o novo jogo, é importante conhecer o Two Point, um estúdio de desenvolvimento em Farnham, condado inglês com seus pouco mais de 38 mil habitantes. Embora jovem e fora dos grandes centros, o estúdio conta com veteranos que trabalharam em Theme Hospital e Fable. Foi desta experiência que nasceu Two Point Hospital, um sucessor do clássico de 1997 produzido pela Bullfrog Productions.
Lançado 20 anos depois do seu “original”, TP: Hospital é um sucesso para quem gosta de jogo de simulação e gosta de administrar um hospital. Já em 2022, Two Point: Campus coloca o jogador na pele de um gestor de universidade.
Com o mesmo toque de humor nonsense — é fácil encontrar doenças como a Síndrome do Elvis em TP: Hospital, ou um “currículo acadêmico estranho e maravilhoso, que vai desde a Escola de Cavaleiros até à Gastronomia, onde os alunos trabalharão em projetos como pizzas gigantes” em TP: Campus — o novo game é repleto de detalhes curiosos e engraçados. Vale ressaltar que ambos possuem nota 83 no Metacritic, um valor bem alto para um jogo deste gênero.
Um hospital? Ok, já existia algo parecido. O campus de uma universidade? Ok, aqui foram inovadores. Agora, um museu!? Apesar de achar que seria cansativo, para a minha surpresa, administrar um museu é uma tarefa divertida e intrigante.
E aqui eu preciso contar um pouco sobre os bastidores do desenvolvimento de um review de games. Muitas vezes a tarefa de jogar um game, mesmo sendo trabalho, acaba dividindo espaço com outras tarefas do dia a dia (como qualquer mortal e/ou outro trabalho). E jogos de simulação não costumam ser rápidos, então a primeira coisa que faço é partir para o modo Sandbox.
Tudo liberado, já conheço a dinâmica de jogo e posso construir e testar o que quiser. Erro meu! No caso de Two Point Museum, as decorações, espaços e mapas estão liberados, mas as peças expostas em um museu dependem de uma série de fatores — e aqui o novo game se difere dos seus irmãos.
Para você conseguir o fóssil de um dinossauro, um peixe-palhaço ou um boneco amaldiçoado, seus especialistas precisam sair em expedições, que trazem itens aleatórios. Além disso, à medida que o espaço vai crescendo, você recebe peças itinerantes, que ficam expostas por determinado tempo e regras.
Ao contrário do que acontece no Campus e no Hospital, onde os espaços e itens são fixos; no museu (assim como na vida real) existe o acervo fixo e o acervo temporário. Isso faz com que você tenha que pensar de forma estratégica, como criar e mudar a dinâmica do seu mapa.
Cuidado, a gangue dos Toupeiras invade o museu por buracos aleatórios! Quando eu vi esta mensagem pela primeira vez, meu primeiro sentimento foi “como assim?!”. Assim como acontece nos filmes (e um pouco na vida real), museus são espaços que precisam ser vigiados, protegidos e monitorados. Gangues e outros criminosos tentam invadir o seu espaço para roubar e vandalizar peças pelo museu.
Você não precisa ter apenas um time de segurança bem treinado e rápido, mas também câmeras estrategicamente localizadas e sensores especiais. Isso fará com que os criminosos não abram buracos no chão e surjam de repente? É claro que não, mas isso vai ajudar a prendê-los.
Dica: Ao invés de investir na Sala de Monitoramento, treine seus seguranças para serem rápidos com a qualificação “Aerodinâmica”, assim eles correm mais rápido atrás dos criminosos.
Fora o combate ao crime, você precisa também combater o tédio. E os minis visitantes (a.k.a crianças) são os que mais ficam entediado. Afinal, é um museu com peças velhas, certo? Errado! Em Two Point Museum você pode inserir Fóssil de Disquete, mas também um Parque de Diversões da Pré-história. Isso faz com que as crianças se divirtam, enquanto os adultos gastam algumas moedas pelo museu.
Dica: Assim possível, crie a Oficina. É ela que dará a capacidade para criar display interativos, como o Parque de Diversões e/ou Palco Musical.
Por fim, mas não menos importante, chegamos as Expedições. Elas são caras, consomem tempo, mas são extremamente necessárias. São delas que saem as peças que serão expostas no museu.
Two Point Museum possui 5 regiões: Cinturão do Osso, Mar Two Point, Submundo, Tocas da Bungle e Universo Conhecido. Sempre que uma expedição exigir um especialista, as chances são maiores de resultarem em peças para o museu. Já quando elas exigirem um zelador, o resultado são itens de aprimoramento e insumos para construção de itens (ex: Criar um zelador-robô exige metal e engrenagens).
Dica: Está com pouco dinheiro? Mantenha o foco em expedições rápidas e com especialistas. Você pode usar a carga “Manual da Barganha” para reduzir os custos da expedição em 20%
Aqueles que adquiriram a Edição Explorador, além de receberem o acesso antecipado, ganham um local exclusivo no mapa, museu temporário de desafio exclusivo, pacote de prestígio, itens e cosméticos de explorador e 5.000 kudosh (pontos de desbloqueio do jogo que você também ganha jogando e atingindo metas). Somado a isso existe um bônus de reserva: Itens e cosméticos de Sonic, que inclui:
Eu sei que o jogo ainda nem foi lançado, mas aqui gostaria de comentar algo que me intriga. A série Two Point tem um potencial comercial imenso. Não apenas de novas expansões, mas de collabs e conteúdos patrocinados.
Two Point Hospital, por exemplo, chegou a receber um pacote de itens em comemoração aos 60 anos da SEGA. Já Two Point Museum virá com os cosméticos da franquia Sonic. Mas acho que ainda daria para ir além.
Se olharmos para jogos como Fortnite, que precisam manter o jogador constantemente na plataforma, as colaborações e patrocínios não são invasivos, muito pelo contrário, são disputados pelos jogadores mais fiéis. A exemplo de skins com a do rapper Travis Scott, os pacotes de Halloween e, mais recentemente, o collab com Mortal Kombat.
No caso de Two Point Museum, eu amaria ter uma skin de segurança com a cara do Bem Stiller ou peças raras como um quadro do Da Vinci (sem spoiler, mas existe um item que lembra os projetos do polímata italiano).
É claro que isso apenas expandiria um universo que já é bem grande. Segundo a Two Point, o novo jogo tem seis tipos principais de peças e mais de 30 subcategorias; além de mais de 350 itens decorativos e 18 tipos de visitantes. Em resumo, é um universo bem grande. Tão grande e cheio de easter eggs, que você vai ficar se divertindo com os detalhes e as situações inusitadas.
Se você gosta de simuladores com um toque de humor absurdo e mecânicas envolventes, Two Point Museum é uma aposta certeira. A ideia de gerenciar um museu recheado de mistérios, perigos e visitantes curiosos adiciona um novo frescor ao gênero, sem perder o charme característico da franquia. E com um universo já tão vasto e cheio de possibilidades, o jogo tem tudo para crescer com novas expansões e conteúdos extras.