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Privacidade em 1º lugar: Como o Apple Intelligence cuida dos seus dados
Entenda o sistema de privacidade do Apple Intelligence e descubra quando a IA chega em português para iPhones, iPads e Macs compatíveis.
Entenda o sistema de privacidade do Apple Intelligence e descubra quando a IA chega em português para iPhones, iPads e Macs compatíveis.
O que você vai descobrir a seguir:
Privacidade. Essa palavra, tantas vezes usada como promessa vazia no universo digital, deve ganhar mais um capítulo e uma nova dimensão com a chegada da Apple Intelligence. Diferente do que é implementado no mercado, onde outras empresas pedem confiança cega do consumidor, a Apple tem mostrado como sua inteligência artificial funciona sem abrir mão do que mais importa: o controle total do usuário sobre seus próprios dados.
A base de tudo está em quatro pilares que a empresa vem aplicando há anos em diversos produtos: minimização de dados, processamento no dispositivo, transparência com controle e segurança robusta. E quando dizemos “há anos”, é pra valer: de etiquetas de privacidade em apps até criptografia pós-quântica no iMessage (anunciado em fevereiro como sendo a “propriedades de segurança mais fortes que qualquer protocolo de mensagem em escala do mundo”), a Apple vem construindo essa reputação tijolo por tijolo.
Mas o que muda com a Apple Intelligence? Muita coisa — e pra melhor. A inteligência da Apple foi pensada desde o início para operar de forma integrada ao seu iPhone, iPad ou Mac. Isso significa que os modelos generativos são treinados para lidar com suas tarefas diretamente no aparelho, ou seja, um processamento local. E quando isso não for suficiente? Afinal, estamos falando de um smartphone. Entra em cena uma das inovações mais ousadas da empresa: o Private Cloud Compute.
Essa “nuvem privada” é formada por servidores criados com chips Apple Silicon, com a mesma base de segurança dos seus dispositivos. Só que com um detalhe extra: esses servidores não armazenam dados. Eles não têm, sequer, capacidade de manter informações após completar uma tarefa. O dado é usado, responde à sua solicitação e some — como deveria ser. O fluxo fica assim: iPhone envia a solicitação (prompt), a Private Cloud Compute processa e devolve para o iPhone.
O diferencial? Transparência. Literalmente. A Apple permite que especialistas independentes analisem o sistema operacional desses servidores com um ambiente de testes que roda até no seu Mac. É como abrir as cortinas do palco e mostrar que o espetáculo da segurança não tem truques escondidos.
E tem novidade chegando. Segundo a empresa, a Apple Intelligence passará a falar português até abril de 2025 (se você está lendo este texto na data de publicação, isso é daqui alguns dias!). Desde seu lançamento em outubro de 2024, a IA estava restrita ao inglês em versões regionais. Agora, além do nosso idioma, outras línguas como francês, espanhol, japonês, alemão e chinês entrarão no circuito. Um passo importante para tornar a tecnologia ainda mais acessível — e personalizada.
Com a chegada da novidade, usuários brasileiros poderão explorar todo o potencial da IA da Apple no seu idioma nativo — desde que tenham um dos dispositivos compatíveis: iPhones 15 Pro ou 16, iPads com chip A17 Pro ou M1 (ou superiores), e Macs com chip Apple Silicon a partir do M1.