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Como usei o Antigravity para melhorar o desempenho do meu MacBook
Como usei o Antigravity para investigar a lentidão do MacBook Air M3, recuperar espaço no SSD e revisar a memória.
Como usei o Antigravity para investigar a lentidão do MacBook Air M3, recuperar espaço no SSD e revisar a memória.
Meu MacBook Air com chip M3 estava lento. O incômodo aparecia ao alternar entre janelas e abas, justamente nas pequenas ações que deveriam acontecer sem interromper o trabalho. Eis que veio a dica da nossa editora Andressa Jordano: Tenta otimizar o MacBook com o Antigravity.
Em vez de começar apagando arquivos ou procurando um aplicativo de limpeza, resolvi fazer uma pergunta ao Antigravity:
“eu acho meu computador tão lento. vc consegue investigar?”
A conversa se transformou em uma investigação sobre o funcionamento do computador. O agente reuniu informações sobre memória, armazenamento e processos em execução, apontou situações que mereciam atenção e, depois de uma autorização, realizou intervenções.
O resultado mais concreto foi a recuperação de aproximadamente 23 GB de espaço no SSD. Mas a experiência não terminou na limpeza: um novo diagnóstico, depois da reinicialização, mostrou que parte da disputa por memória continuava ali.
Foi isso que tornou o teste interessante. Mais do que buscar um botão para “acelerar o Mac”, passei a enxergar o que estava acontecendo por trás da lentidão.
O Google apresenta o Antigravity como uma plataforma de desenvolvimento com agentes de inteligência artificial capazes de trabalhar com editor, terminal e navegador. Não se trata de um utilitário criado especificamente para manutenção do macOS.
No meu caso, aproveitei a capacidade de consultar o sistema pelo terminal para investigar um problema cotidiano. Em vez de receber somente recomendações genéricas, obtive uma leitura relacionada ao estado daquele computador, naquele momento.
A diferença estava nessa passagem da conversa para a observação. A pergunta era simples; a investigação envolvia informações que, examinadas separadamente, seriam menos fáceis de interpretar.
Isso não transforma o agente em uma autoridade infalível. Para mim, o valor estava em organizar os sinais e ajudar a formular hipóteses, não em tornar qualquer conclusão automática uma certeza.
O Mac analisado tinha 8 GB de memória e estava havia quase três semanas sem reiniciar. A primeira rodada reuniu dados sobre uso de processador, memória comprimida, swap, espaço disponível e atividades em segundo plano.
O sistema estava utilizando memória comprimida e espaço do SSD para swap. Na explicação da Apple, a compressão ajuda a disponibilizar memória para aplicativos ativos, enquanto o swap corresponde ao espaço do disco usado nas trocas de dados com a RAM.
Mas existe uma distinção importante, pouca memória livre, isoladamente, não comprova um problema. A Apple recomenda observar a pressão de memória, indicador que considera diferentes aspectos do gerenciamento desses recursos. A meta não é manter a RAM vazia, mas verificar se ela atende ao trabalho em execução.
Naquela sessão, também apareceram componentes da interface com consumo elevado e um processo que permanecia ativo em segundo plano. Eram pistas para investigar, não provas suficientes de um vazamento de memória ou de um defeito no computador.
O tempo sem reiniciar ajudava a contextualizar a análise, mas não bastava para explicar toda a lentidão. Faltava observar o comportamento depois das intervenções e entender o que voltaria a acontecer.
No armazenamento, a investigação encontrou um volume expressivo de caches e arquivos associados a aplicativos e ferramentas. Havia, portanto, duas frentes diferentes: Recuperar espaço no disco e revisar o que continuava consumindo recursos durante o uso.
Depois do diagnóstico, autorizei uma rodada de ações. O Antigravity encerrou um processo persistente, reiniciou alguns componentes da interface e removeu caches selecionados, incluindo dados temporários e arquivos de atualizações antigas.
Esse é o momento em que vale separar o relato da recomendação. Ter executado essas ações no meu computador não significa que elas devam ser repetidas, sem avaliação, em qualquer computador.
Aliás, eu (re)formularia a autorização de maneira mais restrita: apresentar cada mudança, explicar seu objetivo e aguardar aprovação. Uma instrução ampla para “fazer o que conseguir” deixa decisões demais abertas. Se você tem um conhecimento técnico, isso pode não ser problema.
Também não trataria todo cache como lixo. No navegador, por exemplo, ele guarda elementos que ajudam a carregar páginas mais rapidamente. O próprio Google informa que, depois de uma limpeza, alguns sites podem ficar temporariamente mais lentos porque precisam carregar esse conteúdo novamente.
A sessão incluiu ainda ajustes relacionados à economia de memória do Chrome. Para reproduzir essa parte, prefiro indicar o caminho verificável no próprio navegador: Configurações > Desempenho > Economia de memória. Segundo o Google, o recurso desativa abas sem uso e as recarrega quando voltam a ser acessadas.
Antes de qualquer remoção, minha recomendação é salvar o trabalho, manter um backup atualizado e entender exatamente o que será alterado. Reiniciar componentes do sistema ou encerrar processos desconhecidos não deveria virar uma rotina automática de manutenção.
Concluída a primeira rodada, reiniciei o Mac e pedi um novo diagnóstico. Essa segunda observação foi importante para não confundir uma ação executada com um problema resolvido.
A comparação indicou aproximadamente 23 GB a mais de espaço livre no SSD. Alguns processos passaram a apresentar menor ocupação de memória, e o uso de swap também diminuiu em relação à sessão anterior, embora continuasse presente.
Esses resultados precisam ser lidos como observações de uma experiência de uso. Essa comparação não é um teste controlado. Ela não separa o efeito da limpeza, da reinicialização e das diferenças entre os aplicativos ativos em cada momento.
Por isso, não apresento uma porcentagem de aceleração nem atribuo toda a melhora ao Antigravity. A ferramenta ajudou a investigar e executar mudanças; o resultado veio do conjunto dessas ações.
Também é importante não misturar as medidas. Recuperar espaço no SSD não equivale a acrescentar memória RAM. O ganho de armazenamento foi concreto, mas não eliminou os limites da configuração nem demonstrou, sozinho, uma melhora de velocidade.
A experiência foi útil justamente porque o segundo diagnóstico mostrou tanto o que havia mudado quanto o que ainda exigia atenção.
| Indicador | 1º Diagnóstico(Antes) | 2º Diagnóstico(Pós-Boot) | 3º Diagnóstico(Agora!) | Evolução Total |
|---|---|---|---|---|
| Carga da CPU Load Average |
6.05 (alta) | 4.65 (pós-boot) | 2.07 (muito leve!) | CPU super folgada |
| Memória Livre do Sistema | 29% | 28% | 39% (Zona Verde) | +10% de folga real |
| Uso de Swap no SSD | 3.748 MB | 2.211 MB | 1.228 MB | -2,5 GB de Swap! |
| Memória Wired (Travada) | 2.743 MB | 2.141 MB | 1.690 MB | -1,05 GB liberado |
| Notion + Spotify na RAM | ~1.500 MB | 2.125 MB | 0 MB (Fechados) | -2,1 GB liberados |
| Espaço livre no SSD | 41 GB (80%) | 64 GB (68%) | 64 GB (68%) | +23 GB livres |
Depois de reiniciar, vários aplicativos voltaram a ocupar memória. Entre eles estava o próprio Antigravity, que também precisava de recursos para funcionar.
Esse detalhe mudou a pergunta. Além de procurar arquivos para remover, era necessário avaliar o que realmente precisava permanecer aberto ao mesmo tempo.
A descoberta não foi uma condenação a um aplicativo específico. Foi um lembrete sobre a soma das escolhas: navegador, ferramentas de trabalho e outros programas compartilhavam os recursos disponíveis naquela sessão.
Aqui o Antigravity me deu uma dica importante: Em vez de abrir o aplicativo do Spotify no Mac, abra o open.spotify.com
Quando você abre o app de desktop do Spotify, o Mac fica com dois motores Chromium inteiros carregados na RAM (o do Chrome + o embutido no Spotify). Usando o Spotify pelo navegador que já está aberto, ele reaproveita o motor do Chrome, gastando apenas ~120 MB (uma economia de mais de 600 MB de RAM) e ainda funciona com os botões de mídia (play/pause) do teclado do Mac normalmente!
Para revisar esse cenário, vale examinar os itens de início e a reabertura de aplicativos. A Apple explica que programas podem retornar por diferentes mecanismos, incluindo itens de início de sessão e restauração das janelas anteriores. Nem tudo o que reaparece depois de reiniciar tem a mesma origem.
Outra diferença útil está entre fechar uma janela e encerrar um aplicativo. No Mac, fechar as janelas pode deixar o programa aberto; Command + Q é o atalho para encerrá-lo.
Para repetir a experiência, começaria pelo diagnóstico, sem autorizar alterações. Um pedido mais restrito:
“Meu Mac está lento. Faça primeiro um diagnóstico com consultas somente de leitura sobre CPU, pressão de memória, swap e espaço em disco. Mostre os comandos antes de executá-los e aguarde minha aprovação. Não abra documentos pessoais, credenciais ou históricos. Não apague arquivos, encerre processos ou altere configurações. Explique o que foi observado, o que é hipótese e quais testes poderiam confirmar cada hipótese.”
Esse texto ajuda a definir a tarefa, mas não substitui os controles da ferramenta. A documentação do Antigravity descreve configurações de aprovação de comandos, limites de acesso a arquivos e isolamento do terminal. É necessário conferir as opções disponíveis na versão utilizada, em vez de presumir que uma frase no prompt impedirá qualquer ação indevida.
Minha preferência seria manter o acesso restrito e revisar as solicitações individualmente. Não liberaria o computador inteiro apenas para facilitar uma consulta.
Na etapa seguinte, pediria um plano de mudanças com justificativa, riscos e possibilidade de reversão. Depois de cada intervenção, repetiria a observação com aplicativos e tarefas semelhantes, buscando uma comparação mais útil.
Há outra diferença importante! Não publicar informações sensíveis não significa que elas não tenham sido acessadas durante a investigação. O cuidado precisa começar nas permissões e no escopo da tarefa, não apenas na hora de compartilhar o resultado.
A documentação do Antigravity informa que, quando a opção de telemetria está ativada, a ferramenta coleta interações para avaliar e melhorar o serviço e os modelos que o sustentam. Por isso, é importante revisar essas configurações antes de trabalhar com informações confidenciais.
Para esse tipo de diagnóstico, eu priorizaria métricas agregadas e evitaria fornecer documentos pessoais, dados de clientes, credenciais ou registros completos sem necessidade. Uma consulta sobre desempenho não deve se transformar em acesso indiscriminado ao conteúdo do computador.
Usar o Antigravity para melhorar o desempenho do meu MacBook Air M3 mostrou uma aplicação de IA menos chamativa, mas bastante prática… ajudar a investigar uma dificuldade real e traduzir informações técnicas em decisões.
O ganho de espaço chamou atenção. A descoberta de processos persistentes e a revisão do que voltava a ocupar memória foram igualmente importantes. O computador não recebeu um novo processador nem mais RAM; passou por uma investigação e por ajustes.
Para mim, a lição não é entregar a manutenção da máquina a um agente e esperar que tudo dê certo. É usar essa capacidade de análise com limites, verificar as conclusões e continuar responsável pelas decisões.
Antes de concluir que um equipamento precisa ser substituído, vale compreender o que está acontecendo com ele. Nesta experiência, a IA foi útil não por eliminar essa responsabilidade, mas por tornar a investigação mais acessível.
| Sintoma no Mac | O Que o Agente Analisa | Área do Sistema | Resultado Esperado |
|---|---|---|---|
| Travamentos e ventoinha/calor | Processos no topo da CPU, pressão de memória e Swap | vm_stat / top | Alívio imediato de memória unificada e menor aquecimento |
| SSD cheio (“Dados do Sistema”) | Caches temporários, logs, lixo do Xcode/Docker e .dmg antigos | ~/Library/Caches | Recuperação de dezenas de GB sem apagar arquivos pessoais |
| Demora ao ligar ou acordar | Serviços de terceiros que iniciam em segundo plano no login | LaunchAgents | Inicialização mais enxuta e menos consumo em repouso |
| Queda na duração da bateria | Contagem de ciclos, capacidade máxima real e apps vampiros | SPPowerDataType | Diagnóstico claro entre desgaste físico e gasto por software |