Tecnologia
Biometria da palma da mão chega ao Brasil com terminal da Positivo
Positivo lança terminal com biometria da palma da mão no Brasil e aposta em checkout sem fricção para varejo e controle de acesso.
Positivo lança terminal com biometria da palma da mão no Brasil e aposta em checkout sem fricção para varejo e controle de acesso.
Parece ficção científica ou pegadinha de 1º de Abril, mas imagine entrar em um show, passar pela catraca da academia ou pagar uma compra sem tirar o celular do bolso ou até mesmo sem estar com ele. Essa é a proposta do novo terminal inteligente da Positivo, que estreia no mercado brasileiro apostando na biometria da palma da mão como meio de autenticação e pagamento.
A novidade combina, em um único dispositivo portátil, controle de acesso e transação financeira. Na prática, a leitura é feita por um sistema multiespectral, com captura em RGB e infravermelho, capaz de mapear a estrutura vascular da mão. Esse tipo de biometria é considerado mais robusto porque utiliza características internas do corpo, e não apenas traços externos como rosto ou impressão digital, que estão mais expostos a cópias, desgaste ou interferências do ambiente. Sensores de veias palmares operam justamente com luz infravermelha próxima para registrar padrões únicos abaixo da pele, o que amplia a precisão e dificulta tentativas de fraude.
A solução nasce da colaboração com a Tencent Cloud, divisão de nuvem da gigante chinesa Tencent. A empresa já informou que seu serviço PalmAI vem sendo usado em mercados asiáticos para pagamentos e controle de acesso, com foco em experiências sem contato e de menor fricção. No Brasil, o movimento também ganha peso porque encontra um consumidor já acostumado à instantaneidade: o Pix, criado pelo Banco Central, consolidou o país como uma das referências globais em pagamentos em tempo real, permitindo transferências em segundos. Estatísticas oficiais do Banco Central mostram que o Pix já faz parte do cotidiano dos brasileiros, enquanto levantamentos recentes apontam que ele se tornou o meio de pagamento mais popular do país.
É nesse contexto que a aposta da Positivo ganha relevância. Em vez de depender de cartão, QR Code, pulseira ou aplicativo, o terminal quer reduzir etapas no checkout e nas entradas controladas. A promessa é de autenticação em cerca de 500 milissegundos, algo alinhado à corrida do varejo por jornadas mais fluidas, especialmente em ambientes de grande circulação. Além de lojas, o uso potencial inclui hospitais, laboratórios, eventos e áreas corporativas sensíveis, onde rapidez e segurança precisam andar juntas. A própria Positivo já se posiciona como fornecedora de hardware para adquirentes, subadquirentes, fintechs e startups, reforçando sua estratégia de atuar com soluções integradas para diferentes perfis de operação.
Outro fator que ajuda a explicar a aposta é o mercado. Segundo dados recentes do setor, os pagamentos biométricos na América Latina devem ultrapassar US$ 1,5 bilhão até 2031, com taxa composta anual de crescimento de 17,4%. O avanço reflete a busca simultânea por segurança, conveniência e redução de filas; três pressões cada vez mais presentes no varejo físico e em operações de acesso.
O lançamento oficial ocorre na Autocom 2026, feira realizada de 31 de março a 2 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo, um dos principais palcos de automação comercial da América Latina. Se a aceitação do mercado acompanhar o entusiasmo da indústria, a palma da mão pode deixar de ser apenas uma credencial biométrica e virar, de fato, a próxima interface de pagamento do brasileiro.