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Análise: Apple Watch Series 6, o melhor relógio

Análise: Apple Watch Series 6, o melhor dos relógios

O Apple Watch Series 6 foi anunciado em setembro de 2020 e chegou ao mercado brasileiro no mês seguinte, com um preço sugerido a partir de R$ 5.299. Também foi em 2020 que a Apple aproveitou para lançar mais de um relógio inteligente, com a chegada do Apple Watch SE, que você pode saber mais sobre ele aqui.

Pensando nos cincos anos do relógio inteligente da Maçã, é possível adiantar que ele nunca esteve melhor e se essa é a sua primeira vez buscando um Apple Watch, irá se surpreender com o poder dele. E se você vem de um modelo Series 3 ou anterior, verá que o Watch evoluiu bastante.

Durante o último mês, o Com Limão vem testando o Apple Watch Series 6, de 44 mm, com a caixa de aço inoxidável na cor grafite, cedido pela Apple para esta análise e outras matérias. Confira a análise do relógio nos próximos parágrafos.

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Design e acabamento

O Apple Watch Series 6 segue o mesmo design consagrado do Apple Watch Series 4, com telas de 40 mm ou 44 mm que quase ocupam a frente inteira do relógio, e com um detalhe que fez toda a diferença no Apple Watch Series 5: a Tela Retina Sempre Ativa.

O Series 6 está com o display sempre mostrando alguma informação e dependendo da Watch Face escolhida, perceberá um charme extra no relógio. Em termos de design, o que muda neste Apple Watch são as cores das caixas. Os modelos de alumínio, além do cinza-espacial, dourado e prateado, trazem pela primeira vez um azul e a cor vermelha, do PRODUCT(RED). Já para quem opta pela caixa de aço inoxidável, verá o cinza-espacial substituída pelo grafite e que o dourado está mais para o ouro amarelo das jóias. Por fim, há o modelo de titânio, com uma outra opção um pouco mais escura também.

Análise: Apple Watch Series 6, o melhor dos relógios

Ainda falando sobre a tela, ela continua igual à do Apple Watch Series 5: os modelos de alumínio contam com um display de vidro de IonX, que adora colecionar abrasões e riscos, e as versões de aço inoxidável e titânio trazem uma tela de safira, bem mais resistente a esses pequenos acidentes.

Na traseira do relógio, visualmente, há mais sensores. A novidade vai para a função de medir a saturação de oxigênio no sangue, mas não é algo que você vai prestar atenção, porque estará em contato com a sua pele o tempo todo.

Por fim, o que ajuda a dar uma cara única para o Apple Watch são as pulseiras e este ano a Apple lançou mais três tipos: a loop solo, a loop solo trançada e a de elos em couro. As duas primeiras são uma tira só e são uma opção interessante tanto para sair quanto para se exercitar.

Análise: Apple Watch Series 6, O Melhor Dos Relógios
Análise: Apple Watch Series 6, o melhor dos relógios

As minhas pulseiras favoritas são a loop solo verde, a de nylon preta e a estilo milanês preta. Meus mostradores do dia a dia são o Numerais Duo e o Artista, que ficam bonitos com a Tela Retina Sempre Ativa.

Processador e sensores

O Apple Watch Series 6 traz um processador 20% mais veloz do que o do Apple Watch Series 5 – e também do que o do Series 4. No dia a dia, o chip S6 é um pouquinho mais rápido do que esses modelos citados, que já abrem os aplicativos e realizam tarefas em um piscar de olhos.

A graça está na combinação do processador com os diversos sensores. Este relógio mede a saturação de oxigênio no sangue, faz eletrocardiogramas, verifica os batimentos do seu coração, a sua altitude em tempo real, acelerômetro e giroscópio aprimorados para detectar uma possível queda, além da bússola.

Análise: Apple Watch Series 6, o melhor dos relógios

A polêmica desta geração é que enquanto o Series 4 trouxe o ECG, que precisou ser aprovado pela Anvisa para funcionar no Brasil, o sensor de saturação de oxigênio no sangue é apenas para “acompanhamento” e não pode ser usado como uma avaliação médica para saber como você está.

Análise: Apple Watch Series 6, o melhor dos relógios

Em tempos de pandemia, essa função seria útil para saber se o usuário está com a oxigenação do sangue abaixo do recomendado, um possível indicador de Covid ou doença respiratória, mas o relógio dizer que você está com 98% da saturação ou 78%, na prática, não quer dizer nada – o que é frustrante. Uma coisa, pelo menos, digo: ao seguir as orientações do relógio, nunca tive problema para fazer uma medição da saturação de oxigênio no sangue. Porém, como eu disse, as informações geradas pelo relógio não são aprovadas por nenhuma agência reguladora de saúde e não podem ser levadas a ferro e fogo.

Além da exclusividade do oxímetro, o Apple Watch Series 6 tem o altímetro sempre ativo e suporte ao chip U1 de ultrabanda – que no iPhone serve para transferir arquivos entre dispositivos via AirDrop mais rápido – e suporte à banda de Wi-Fi 5 GHz, mas que, de verdade, nunca fez diferença ela não existir antes. 

Bateria e exercícios

Um ponto muito importante para quem vai comprar o relógio é saber quanto tempo dura a bateria dele e não, o Apple Watch não se compara a competição nesse quesito. A empresa fala em um dia inteiro de 18 horas e é mais ou menos por aí que você vai chegar com o Series 6 caso você também se exercite com ele.

Se o Series 6 é apenas um adorno ou se você pratica exercícios em casa com o iPhone do lado, é possível chegar a umas 30 horas de uso, mas fora isso, tirar o relógio da tomada às 10h e só voltar para casa depois da meia-noite vai te exigir algum tempo de carga para que você possa dormir com o relógio no pulso.

Com o processador S6, a Apple disse ter melhorado a bateria em alguns exercícios, como caminhada e corrida em ambiente aberto e a bateria varia muito dependendo da situação. Cito alguns exemplos:

  • 7% de bateria gasta em uma caminhada ao ar livre de uma hora, com o Apple Watch ligado ao iPhone e ouvindo música via AirPods – no Series 5, era em torno de 13%;
  • Em torno de 20% de bateria gasta em uma caminhada ao ar livre de uma hora, apenas com o Apple Watch e fazendo stream de música pelo Apple Music com os AirPods (independente de ter registrado um plano Cellular nele ou não) – o Series 5 tem um gasto similar;
  • 3% de bateria gasta ao fazer ioga por 40 minutos, em ambiente fechado, com o Apple Watch conectado ao iPhone e sem ouvir música.

Quando o Apple Watch gasta mais de 20% de bateria em um exercício, pode ser que ele acabe te deixando na mão no finzinho da noite ou começo de madrugada. Uma função bem-vinda, no entanto, é o carregamento rápido que vai de 0 a 100% em 1h30. Apesar da Apple não incluir mais o adaptador de tomada, qualquer carregador de 5W que você tiver – o do iPhone mesmo – vai ativar esse carregamento.

Por fim, volto a falar da Tela Retina Sempre Ativa. Os modelos com essa tecnologia (Series 5 e Series 6) duram em torno de um dia mesmo, enquanto os modelos anteriores chegavam aos dois de uso sem problema. A função trabalha dessa maneira: quando o relógio está abaixado, ele atualiza a tela uma vez a cada 60 segundos. Em um exercício, a tela atualiza uma vez a cada segundo e ao levantar o pulso, o display atualiza 60 vezes a cada segundo.

Análise: Apple Watch Series 6, o melhor dos relógios

A novidade do Series 6 é que essa Tela Retina Sempre Ativa está 2,5 vezes mais brilhante quando o seu pulso está baixo, portanto, ao fazer um exercício de caminhada ou bicicleta, que você não quer levantar o braço para saber uma informação do seu treino, é só dar uma olhada que está muito mais fácil de enxergar. Para você ter uma ideia, enquanto o aplicativo de exercício nativo está operando, é como se você estivesse olhando diretamente para o display. No Series 5, por exemplo, era mais difícil de bater o olho e ver em que pé estava o exercício.

watchOS 7

O watchOS 7 traz é o sistema operacional que comanda o Apple Watch Series 6. Ele não traz nada de exclusivo em relação ao Series 5 ou Series 4: ou seja, tudo o que você encontrar nesse novo relógio, estará nos outros modelos, como novos mostradores.

A primeira das novidades do watchOS 7 é a de detecção de lavar as mãos. Utilizando o microfone do relógio e os sensores, ele percebe quando você está lavando as mãos e até te lembra de fazer isso caso você chegue da rua e o relógio não ouça o barulho de água corrente. Não se esqueça: é preciso de 20 segundos para receber um ‘muito bem’.

O watchOS 7 também monitora o seu sono, mas a função não é o que você espera. Na verdade, ela serve para que você imponha limites no uso do celular antes de dormir. Em um período determinado, você para de receber notificações e no dia seguinte o relógio só te mostra quantas horas você de fato dormiu – e não a qualidade do seu sono. O interessante é que o Apple Watch é um excelente despertador: em vez de fazer um barulhão, ele te cutuca no pulso de uma maneira que você acorda sem ficar irritado ou pilhado com o dia que está começando. Ao pegar o iPhone com o modo de dormir ligado, ele te dará ‘bom dia’ e só depois você verá as diversas notificações.

Funções como trajeto de bicicleta no Apple Maps, por exemplo, não funcionam no Brasil e é um recurso que seria bem útil.

Vale citar também que a cada versão do relógio, ele está mais independente do iPhone, mas ao mesmo tempo, é impossível passar um dia inteiro só com o relógio no 4G, porque a bateria dele não aguenta. Também tive alguns problemas em pagar com o Apple Pay em alguns terminais. Então não adianta você poder baixar um app a qualquer momento, mas não ter carga para um dia inteiro de “esqueci o celular”. É uma independência controlada para funções como dar uma caminhada ou ir ao mercado rapidinho.

Preço e considerações finais

O Apple Watch Series 6 é rápido, bonito e monitora o seu corpo como nenhum outro smartwatch. Ele também integra ao seu iPhone como nenhum outro wearable que não seja da Apple e tudo isso tem um preço: a partir de R$ 5.299, no modelo de alumínio de 40 mm e apenas com GPS. A versão usada pelo Com Limão chega aos R$ 9.000 por ter 44 mm, ser de aço inoxidável e ter a função GPS + Cellular (o 4G) – e não, não é o modelo mais caro.

Para quem nunca teve um Apple Watch e pensa muito em ter, vai ver que este é o relógio com a maior variedade: de estilos, de sensores e cores. Para quem pensa em atualizar de um Apple Watch Series 4 ou Series 5, há vários “é melhor não” por serem bastante similares.

Inclusive, no próprio anuncio do relógio, o comercial criado pela Apple é um monte de gente dizendo “o Apple Watch já tem isso”, o que mostra o quão lento o relógio evoluiu nos últimos dois anos.

A verdade é que o Apple Watch Series 6 refina a experiência de um relógio inteligente – assim como também fizeram o Apple Watch Series 4 e o Apple Watch Series 5. Em paralelo, o modelo mais atual pode ser comparado ao lançamento do iPhone 8, em 2017, que era o refinamento, o “produto final”, de um design lançado com o iPhone 6, em 2014. 

Este é o melhor Apple Watch até onde o Apple Watch vai, mas a grande questão é: quando a Apple vai lançar o iPhone X, a revolução, do relógio inteligente? Quando ele vai ficar independente de verdade? Durar um dia intenso inteiro? Ou dois? Quando o Apple Watch ficará ainda mais confiável para monitorar a nossa saúde? A revolução vem com o próximo modelo ou ainda está muito cedo? Este aqui, o Apple Watch Series 6, é a escolha segura, mas quando vem o grande salto?

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