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10 coisas que você talvez não saiba sobre a nova Apple Intelligence

Conheça 10 novos recursos da Apple Intelligence para Fotos, Safari, Atalhos, Image Playground e outros aplicativos do ecossistema Apple.

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A inteligência artificial está deixando de ser apenas uma ferramenta que responde perguntas para se tornar uma camada quase invisível dentro dos sistemas que usamos todos os dias. A nova geração de recursos da Apple Intelligence segue exatamente esse caminho; em vez de concentrar tudo em um chatbot, a proposta é espalhar capacidades de IA por aplicativos como Fotos, Safari, Calendário, Mensagens, Finder e Atalhos.

Algumas das novidades são bastante evidentes, como gerar imagens a partir de descrições. Outras são mais discretas e talvez tenham impacto ainda maior na rotina. Imagine poder mudar o enquadramento de uma fotografia depois que ela foi tirada, pedir ao navegador para avisar quando um produto entrar em promoção ou simplesmente explicar, em linguagem natural, qual automação você gostaria de criar.

Leia também: Privacidade em 1º lugar: Como o Apple Intelligence cuida dos seus dados

Há também uma preocupação crescente com privacidade e identificação de conteúdos produzidos com IA; incluindo processamento local, uso da infraestrutura Private Cloud Compute e metadados capazes de indicar quando uma imagem passou por ferramentas de IA.

Selecionamos dez recursos e detalhes que ajudam a entender para onde a Apple Intelligence está caminhando e, principalmente, como essas tecnologias podem aparecer em situações bastante comuns do cotidiano.

10 coisas que você talvez não saiba sobre a nova Apple Intelligence

Você Pode remover objetos de fotos de duas formas diferentes

Ferramentas para apagar pessoas, objetos e distrações de fotografias já existem há algum tempo. A diferença está na maneira como o novo recurso Cleanup, dentro do app Fotos, decide processar a imagem.

A ferramenta trabalha com um modelo executado diretamente no dispositivo ou recorre à Private Cloud Computer, infraestrutura de computação em nuvem, desenvolvida pela Apple para tarefas mais complexas de inteligência artificial.

Na prática, existem diferentes possibilidades de processamento. Uma opção rápida pode ser usada para pequenas correções feitas localmente. Já operações que exigem maior qualidade podem aproveitar modelos executados na nuvem privada.

Também existe um modo automático, no qual o próprio sistema avalia qual abordagem é mais adequada para a distração que precisa ser removida.

Mais interessante do que simplesmente apagar alguma coisa é reconstruir o espaço deixado pelo objeto. O sistema precisa interpretar padrões, texturas, iluminação e elementos que estavam parcialmente escondidos para preencher a área de maneira coerente.

Isso transforma uma ferramenta aparentemente simples de retoque em uma pequena demonstração de fotografia computacional generativa.

A inteligência artificial pode aumentar uma fotografia além das bordas

Tirar uma ótima foto e descobrir depois que faltou espaço ao redor do assunto é um problema bastante comum.

O recurso Extend tenta resolver isso permitindo expandir as bordas de uma fotografia. Em vez de simplesmente aumentar a imagem ou inserir áreas vazias, modelos de inteligência artificial analisam a cena e geram novos elementos que continuem aquilo que já estava registrado.

Se houver uma janela, por exemplo, o sistema precisa interpretar sua estrutura para prolongá-la. O mesmo vale para sombras, paredes, fundos e mudanças de foco.

A tecnologia também pode ser útil durante a rotação de fotografias. Normalmente, endireitar uma imagem exige cortar suas extremidades. Com a geração das regiões que ficaram vazias, torna-se possível corrigir a perspectiva preservando uma parcela maior da composição original.

Outra aplicação apresentada está na criação de papéis de parede para a Tela Bloqueada. Fotografias que originalmente não possuem espaço suficiente para determinada proporção podem ser estendidas automaticamente.

Até a posição da câmera Pode ser alterada depois da foto

Talvez um dos recursos mais curiosos apresentados para o Fotos seja o Spatial Reframing, ou reenquadramento espacial.

A ideia é permitir que a pessoa altere ligeiramente a perspectiva de uma imagem depois que ela já foi registrada. Na interface demonstrada, é possível tocar e arrastar a fotografia como se a câmera estivesse sendo deslocada dentro da própria cena.

Isso pode ajudar quando um retrato ficou quase perfeito, mas o enquadramento poderia ser um pouco melhor. Também pode permitir remover visualmente alguma interferência causada pela posição de elementos do fundo.

A pré-visualização utiliza um modelo espacial baseado em Gaussian Splatting, técnica capaz de representar cenas tridimensionais a partir de informações visuais. Segundo a apresentação, parte desse conhecimento deriva de tecnologias desenvolvidas originalmente para o Apple Vision Pro.

Depois da definição do novo ângulo, a fotografia e sua representação espacial podem ser processadas pelos modelos da Apple Intelligence para reconstruir as regiões necessárias.

Existe ainda um detalhe importante, o recurso não depende necessariamente de uma fotografia recém-capturada. Ao que tudo indica, ele pode funcionar com imagens antigas e inclusive com fotos feitas em outras câmeras e smartphones. Ou seja, parte das capacidades da nova fotografia computacional poderá ser aplicada retroativamente ao acervo que o usuário já possui.

Criar um Atalho começa com uma frase

O aplicativo Atalhos é uma das ferramentas mais poderosas dos sistemas da Apple (e poucos utilizam), mas sua flexibilidade também pode afastar quem não está acostumado a construir automações. A Apple Intelligence pretende diminuir essa barreira permitindo criar atalhos com linguagem natural.

Em vez de procurar manualmente ações, condições e aplicativos, será possível explicar o resultado desejado. Um pedido poderia envolver, por exemplo, reunir os próximos compromissos do calendário, localizar lembretes pendentes e produzir um pequeno resumo das tarefas do dia.

O sistema interpreta a solicitação e combina diferentes ações para montar a automação. Depois disso, alterações também podem ser descritas em linguagem natural.

Esse tipo de recurso mostra uma das aplicações mais interessantes dos modelos generativos em sistemas operacionais, que é transformar intenção em configuração.

Para usuários avançados, isso pode acelerar a criação de automações. Para quem nunca abriu o Atalhos, pode tornar funções antes consideradas complexas, muito mais acessíveis.

Image Playground pode ser editado como uma conversa

Gerar uma imagem a partir de uma descrição já não é novidade. O próximo passo é tornar o processo menos parecido com preencher um formulário e mais próximo de conversar com um editor. A nova proposta para o Image Playground segue essa lógica.

Além de escrever o que deseja criar, o usuário poderá selecionar estilos, proporções e até utilizar fotografias ou pessoas da biblioteca como inspiração para uma composição. Depois da primeira geração, não será necessário começar novamente caso algum detalhe esteja errado.

A edição poderá acontecer em múltiplas interações. Agora é possível descrever mudanças como adicionar, alterar ou reposicionar elementos, além de realizar determinados ajustes diretamente na interface. Os novos modelos apresentados utilizam a Private Cloud Compute para tarefas mais avançadas de geração.

A proposta aproxima a criação de imagens do processo que já usamos naturalmente quando trabalhamos com outra pessoa: produzir uma primeira versão, avaliar o resultado e solicitar pequenas mudanças até chegar ao que imaginamos.

O Safari organiza automaticamente aquela avalanche de abas

Quem costuma pesquisar viagens, produtos, trabalhos acadêmicos ou qualquer assunto mais complexo provavelmente conhece o problema… depois de alguns minutos, o Safari pode estar aberto com dezenas de abas aparentemente impossíveis de organizar. A Apple Intelligence pretende assumir parte dessa tarefa.

Agora o navegador poderá analisar as páginas abertas, identificar relações entre elas e agrupá-las por temas.

Em uma pesquisa de viagem, por exemplo, páginas sobre hotéis poderiam formar um grupo enquanto atrações turísticas, restaurantes e passagens seriam organizadas em outros conjuntos.

Mais do que uma mudança visual, essa função indica como a IA pode atuar silenciosamente sobre tarefas de organização.

O usuário não precisa perguntar nada ou abrir uma ferramenta específica. O sistema observa informações que já estão disponíveis e tenta reduzir a complexidade da navegação.

É provavelmente um dos recursos menos espetaculares em uma apresentação, mas também um dos mais úteis e que podem ser usados praticamente todos os dias.

O Safari também pode acompanhar preços por você

Uma das novidades mais práticas para o navegador se chama Notify Me. O conceito é simples, em vez de visitar repetidamente uma página esperando alguma mudança, você descreve aquilo que deseja acompanhar e deixa o Safari monitorar a informação.

Imagine encontrar uma televisão acima do orçamento. Você poderia pedir para ser avisado quando o preço cair abaixo de determinado valor. Encontrou um produto esgotado? O navegador poderia alertar quando ele estivesse disponível novamente.

10 coisas que você talvez não saiba sobre a nova Apple Intelligence

A lógica não fica restrita às compras. Também é possível acompanhar mudanças em páginas relacionadas a inscrições, disponibilidade de serviços ou outras informações que sejam atualizadas ao longo do tempo.

O usuário escreve a condição em um campo de texto usando linguagem natural e pode definir a frequência da verificação, incluindo intervalos de hora em hora, diariamente, semanalmente ou mensalmente.

É quase como transformar uma página da web em um pequeno alerta personalizado.

Você pode descrever a extensão de navegador que gostaria de ter

Outro recurso do Safari leva a linguagem natural para um território ainda mais inesperado é a criação de extensões. A novidade permite descrever uma função personalizada para modificar ou complementar a experiência de navegação.

Por exemplo, o usuário pode pedir uma extensão que adicionasse receitas encontradas na web a uma coleção pessoal e ainda incluísse um sistema de avaliações para registrar quais delas funcionaram melhor. Uma ideia que aproxima personalização e programação.

Em vez de procurar uma extensão existente que resolva exatamente determinado problema, o usuário pode explicar o comportamento desejado e deixar que o sistema construir essa experiência.

Se funcionar de maneira consistente em diferentes contextos, esse tipo de ferramenta pode representar uma transformação importante na relação entre pessoas e software. A pergunta deixa de ser “qual aplicativo faz isso?” e passa a ser “como eu gostaria que meu Mac fizesse isso?”

Imagens criadas ou modificadas por IA carregam uma identificação

Quanto mais poderosas ficam as ferramentas de geração e edição, maior também é a necessidade de saber quando uma imagem foi alterada.

Os conteúdos gerados pelo Image Playground e fotografias editadas com ferramentas de inteligência artificial no Fotos vão incluir metadados IPTC indicando essa intervenção. Além disso, está prevista a utilização de marca d’água invisível baseada em SynthID.

Essas tecnologias não impedem necessariamente a manipulação de imagens, mas criam mecanismos adicionais para registrar sua origem e seu processo de edição.

Em um momento em que imagens sintéticas estão cada vez mais difíceis de distinguir visualmente de fotografias convencionais, esse tipo de informação tende a ganhar importância para jornalistas, criadores, empresas, plataformas digitais e usuários comuns.

É também um lembrete de que a próxima fase da inteligência artificial não envolve apenas descobrir o que essas ferramentas conseguem criar. Precisaremos construir maneiras confiáveis de identificar como cada conteúdo foi produzido.

A inteligência artificial está ficando menos visível

O aspecto mais interessante dessa nova geração de recursos talvez não seja uma ferramenta específica. É justamente o contrário.

A Apple Intelligence aponta para um cenário em que a IA deixa de ocupar uma única janela e começa a aparecer discretamente em dezenas de pequenas interações. Seja corrigindo uma fotografia, criando uma automação, acompanhando uma página, organizando abas, nomeando um arquivo ou encontrando uma informação antes de uma ligação.

A inteligência artificial, nesse modelo, passa a ser menos um destino e mais uma infraestrutura.

E talvez seja justamente assim que ela se torne realmente presente no cotidiano. quando deixarmos de perceber que estamos usando IA e começarmos apenas a perceber que algumas tarefas ficaram mais simples.

10 dicas fáceis para usar o Apple Intelligence no dia a dia

Depois de conhecer os recursos, vem a pergunta mais importante: o que dá para fazer com tudo isso na rotina? Algumas das aplicações mais interessantes estão justamente em pequenas tarefas que normalmente consomem alguns minutos. Clique nos números abaixo para explorar cada dica!

Widget Apple Intelligence – Com Limão


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