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Enredo e emoção: Qual o diferencial dos games atuais?

por Victor Vasques

Comparar a indústria de games com Hollywood virou uma coisa tão clichê, quanto dizer que fast food não faz bem a sua dieta. Todo mundo sabe, os números comprovam e ainda tem gente que cisma em afirmar, discutir e filosofar.

Não basta dizer que em 2010 foram lançados 1638 jogos e “apenas” 500 filmes. Não basta dizer que Avatar arrecadou U$ 2,78 bilhões e Call of Duty: Modern Warfare 3 atingiu a metade deste valor em apenas cinco dias.

Comparar números é uma tarefa simples, até mesmo filosofar sobre a discussão se game é ou não uma arte é fácil, mas cavocar as entranhas do mercado e descobrir qual o motivo desta evolução, daquilo que sua vó chama de “joguinho”, esta é a tarefa difícil.

Estaria o motivo atrelado ao simples fato dos gamers de ontem, serem os pais de hoje? Ou seria devido a evolução das plataformas? Com suas imagens em full-master-HD-3D e suas interações pseudo-virtuais que extrapolam o controle do meia lua e soco forte.

Diria que estes dois são grandes companheiros das verdinhas crescente nos bolsos das produtoras, no entanto – na minha mais humilde opinião de mero game mortal – o principal motivo é o enredo.

Não apenas a história mais elaborada dos games, mas até mesmo o “enredo” das propaganda dos games estão semelhantes a de blockbusters de Hollywood.

Quer exemplos? Veja os trailers da série Assassin’s Creed. Com a dramaticidade de um épico cinematográfico e cortes semelhantes aos de trailes que vemos nos cinemas, é impossível dizer que o game está longe das grandes telas (não estou falando daquela sua 50” que você tem em casa, seu gamermaníaco!).

Outro exemplo? Jogue Call of Duty: Modern Warfare. Não só o último título da série, mas todos. Duvido que você não sentirá calafrios ao ver algumas cenas (atendendo a pedidos… sem spoilers, por favor) ou xingar durante outras.

Alias, Call of Duty é um exemplo claro que o gamer ao redor do mundo quer história e não só tiros aleatórios em uma partida online qualquer. Basta comparar Battlefield 3 e MW3.

Battlefield 3 era a grande aposta da EA. Com seus gráficos fantásticos, sua física de derrubar prédios e seus mapas gigantescos nas Lives da vida, o título não foi páreo para MW3. Lembrando que o game da Activision tem uma plataforma antiga e nem mesmo uma bazuca vai derrubar aquela porta de madeira do jogo. Tudo isso é um mero coadjuvante quando você redireciona toda sua atenção para a história dos combatentes Task Force 141.

E aqui, padawan, aprendemos mais uma coisa. Não basta terminar um jogo com a satisfação de pontos na sua Live ou PSN. É necessário uma fotografia. Uma fotografia daquelas dignas de uma pequenos porta-retratos na parede.


Victor Vasques é designer, editor chefe do Com limão e sócio proprietário da Citrus Consultoria. Como gestor de marcas e criativo, já atuou com grandes marcas, como Discovery, UOL, iG, Globo.com e VEJA.

Eu irei lhe fazer uma proposta que você não poderá recusar - Don Vito


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