Fallout 4 - The Wanderer

Posted by Com limão on Quinta, 15 de outubro de 2015

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Fallout 4: Muito mais que um game, uma lição de branding

por Victor Vasques

Antes de tudo, prometo que vou (tentar) escrever este texto apenas como um profissional de branding e deixar de lado o fã incondicional. Será difícil, mas vamos lá. Novembro será um mês agitado para os gamers. Star Wars: Battlefront, Assassin’s Creed: Syndicate, Rise of the Tomb Raider, Call of  Duty: Black Ops III e Tony Hawk’s Pro Skater 5 são apenas alguns títulos que serão lançados no próximo mês, mas quero destacar um: Fallout 4.

A maioria dos jogadores conhecem Fallout como sendo o jogo de RPG pós-apocalíptico, mas o universo do game é muito mais amplo. E envolve estratégias que todo gestor de marcas deveria conhecer. Mas para não ficar cansativo, vamos por partes.

O mundo antes de Fallout 3.

Fallout 3 foi uma quebra de paradigma na série. O primeiro jogo da série foi lançado em 1997 e ganhou continuação em 1998. Ambas foram desenvolvidas pela Black Isle Studios e distribuídos pela Interplay. Após isso, a série entrou no esquecimento. Foram 20 anos sem nenhum lançamento. VINTE ANOS sem nada. Até que a Bethesda Softworks decidiu reviver o jogo. É aí que começa nossa história.

Resgatado do esquecimento coletivo, Fallout 3 consumiu quatro anos de desenvolvimento, mas chegou aos PCs e consoles como um RPG com gráfico de altíssima qualidade, enredo intrigante e jogabilidade perfeita. Receita pronta para o sucesso. Não à toa, Fallout 3 ganhou o prêmio de Game of the Year. Renascia uma franquia de sucesso, que esperou um estúdio diferenciado durante vinte anos.

Vault Boy: Muito mais que um assistente pessoal.

A Bethesda não lançou apenas um jogo, ela também decidiu explorar o universo em torno de Fallout. Resgatou o Vault Boy e o transformou no embaixador da marca. Afinal, o jogo não tem um personagem fixo. O personagem é você. Então, como comunicar um jogo sem personagem? Usando o personagem secundário para criar empatia com o consumidor.

Antes renegado a assistente pessoal, o Vault Boy virou peça chave no lançamento. Era um personagem que podia ser explodido, metralhado, comido por zumbis e ser revivido quantas vezes fosse necessário. Era o toque de humor negro na medida certa, aplicado a um personagem com traços carismáticos. Um exemplo de aplicação é a série S.P.E.C.I.A.L., criada para Fallout 4. Todos os games da série possuem um complexo sistema de habilidades, onde cada fator (Força, Percepção, Resistência, Carisma, Inteligência, Agilidade e Sorte) contribuem para uma qualidade do personagem. O sistema é tão complexo, que até os jogadores mais acostumados com RPG ficam perdidos. Então a Bethesda decidiu explicar de um modo fácil – e engraçado – cada uma das atribuições.

S.P.E.C.I.A.L. #1 – Força | Fallout 4

Posted by Com limão on Quinta, 15 de outubro de 2015



Edições Especiais e outros produtos.

Você tem uma série de sucesso, personagem carismático e reconhecimento dos fãs. Está na hora de fazer mais dinheiro com isso. A Bethesda entendeu o cenário e lançou diversas edições especiais e produtos da série.

No site oficial do Fallout 4, existe uma loja com centenas de produtos. São camisetas, bonecos, canecas e por aí vai. Já as edições especiais, as duas mais recentes são a PIP-Boy Edition e a Anthology, cada uma possui suas próprias peculiaridades.

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A segunda tela: Vá onde o seu consumidor está.

Gamers são, na sua maioria, entusiastas de novas tecnologias. Alguns mais, outros menos, mas sempre são. Pensando nisso, a Bethesda lançou duas estratégias perfeitas. A primeira, voltada para o gamer casual, foi o lançamento do aplicativo/jogo Fallout Shelter. A produtora só não esperava que o sucesso fosse tão grande e o aplicativo virasse febre até entre os gamers mais hardcores.

Já a segunda estratégia, esta sim, voltada para os gamers hardcores e fãs assíduos da série, é a edição especial PIP-Boy Edition. Nela será possível inserir o celular, com um aplicativo de segunda tela instalado, transformando o aparelho em um verdadeiro Personal Information Processor. No entanto, aí está o segredo, o aplicativo de segunda tela deve ser disponibilizado para todos, a edição especial é apenas um acréscimo a experiência.

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Bônus do dia: Live Action de Fallout 4 e os cinemas.

O universo de Bethesda não termina só no campo dos jogos eletrônicos. A página oficial do game divulgou nesta quinta-feira (15/10), um live action do novo game – você confere no início do texto, mostrando que Fallout tem tudo para ganhar uma adaptação para os cinemas. O enredo está pronto e o visual está definido (alguns até foram inspirados em filmes como Mad Max), resta saber se algum produtor de Hollywood vai se interessar em levar o game para as grandes telas. Nós ficamos na torcida. Quem você gostaria de ver na pele do personagem principal?

Agora que já mostrei grande parte da estratégia adotada para Fallout 4, posso colocar meu lado de fã a frente e dizer: OMG! CHEGA LOGO, FALLOUT 4!!!


Victor Vasques é designer, editor chefe do Com limão e sócio proprietário da Citrus Consultoria. Como gestor de marcas e criativo, já atuou com grandes marcas, como Discovery, UOL, iG, Globo.com e VEJA.

Eu irei lhe fazer uma proposta que você não poderá recusar - Don Vito


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5 Responses to Fallout 4: Muito mais que um game, uma lição de branding

  1. Aguiar says:

    Sempre gostei de jogar videogame.

  2. Dora says:

    Sempre fui fascinado por jogos de videogame. São bem legais.

  3. Carla says:

    opa, muito bom, conteúdo top, muito obrigado por esse post!

  4. CarlosSilva says:

    olá tudo bem! gostei muito do site, parabéns pela qualidade do material.

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